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Economia

Alimentos vão encarecer ainda mais, dispara Tereza Cristina

Em Dubai, ministra afirmou que presidente Jair Bolsonaro está preocupado com alta no preço por conta de sanções aos fertilizantes usados em solo brasileiro

17 novembro 2021 - 13h30Por Rayani Santa Cruz

Alimentos podem ficar ainda mais caros no Brasil. Isso porque, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou ao Estadão que o governo está se antecipando para evitar que as sanções econômicas contra Belarus, de onde sai 20% do potássio usado como fertilizante no campo brasileiro, provoquem novo aumento no preço dos alimentos, e venham a prejudicar o fornecimento do produto para a próxima safra de verão.

Nos Emirados Árabes Unidos, onde acompanhou o presidente Jair Bolsonaro, Tereza Cristina afirmou que o presidente está preocupado com o impacto do insumo no preço dos alimentos, que já está em alta no país. 

"Existe uma preocupação, porque importamos de 20 países, entre eles 20% de Belarus, que vai sofrer sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia no dia 8 de dezembro (por causa da crise de imigração na fronteira com a Polônia). Não é que vamos ter problemas de fornecimento, mas vamos ter problemas quanto ao pagamento, mais ou menos o que já acontece com o Irã e que traz alguns transtornos na hora do pagamento. Estamos nos antecipando a isso, conversando com outros parceiros para que a gente tenha um porcentual nas exportações de produtos, para que a gente tenha segurança que nossos fertilizantes vão chegar a tempo", disse a ministra.

Ela garantiu não haver problemas nesta safra, que essa está garantida, e plantada a mais de 70%. "Eu saio daqui e vou para a Rússia conversar com alguns de nossos fornecedores, para garantir que teremos 100% dos fertilizantes que precisamos para nossa próxima safra de verão."

A ministra diz que a pasta está trabalhando para que haja soluções ao problema antes do preço aumentar.

"Sim, é uma solução. É um limitador que o Brasil tenta compensar. No caso do Irã a gente entrega milho, eles trocam por fertilizantes (uréia). A gente já conversou com Belarus, eles nos procuraram na semana passada no Ministério da Agricultura. Agora estamos indo à Rússia ver se a gente consegue uma entrega um pouco maior do que a gente já tem para caso precise compensar a gente tenha compensações. Tudo impacta, mas a gente está trabalhando antecipadamente para que não aconteça."