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Economia

'Arroz cozovo': carne em alta faz ovo virar a saída em Campo Grande

"Estou comprando ovos, na promoção ainda está compensando”, diz dona de casa

02 dezembro 2019 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Com a alta no preço da carne, além do aumento do frango e suíno, entre 10 a 20%, o campo-grandense está apelando para o ovo. Em Campo Grande, por hora, é o que está cabendo no orçamento do consumidor.

De acordo com a dona de casa, Miriam Jesus, 55 anos, ela ainda não sentiu diferença no preço do ovo, mas não tem grandes expectativas de que o preço seja mantido.

“Mora eu e meu marido, tá tudo caro e ainda fim de mês. Estou comprando ovos, na promoção ainda está compensando, achei por R$ 9,98, mas fora disso fica alto”.

Essa é a opinião da maioria dos campo-grandenses e, segundo especialistas, a lei da oferta e da procura é que regula o mercado, sendo assim, pode ocorrer um aumento futuro.

A bacharel em direito, Jania Ferreira, 44 anos, ainda não há diferença, no entanto, ela garante não ter expectativas de que o preço seja mantido.

“Eu comprei ovos e paguei o mesmo preço que pagava antes, R$ 11 a cartela com 30 unidades. Só se aumentar nos próximos dias com a procura, a carne subiu muito”.

Conforme mostrado pelo TopMídiaNews no dia 26 de novembro, campo-grandenses já estão repensando aquele churrasco com a família no final de semana. Foi apurado que, cortes como patinho, coxão mole, coxão duro e contrafilé custavam entre R$ 15 e R$ 22 o quilo, mas agora podem ser encontrados até a R$ 33 o quilo, em alguns bairros de Campo Grande.

Agora, dados da Associação Paulista de Supermercados, que servem de referência para demais praças do país, apontam o aumento de 20% no frango e suíno.

 O vice-presidente da Apas, Erlon Godoy Ortega, destaca que a demanda por frango e porco cresceu e por isso os preços também.

Ainda segundo Ortega, alguns estabelecimentos conseguiram segurar os preços até agora, mas com os novos estoques, os valores devem vir maiores.

Alta no preço da carne vermelha

A alta do preço da carne vermelha tem uma explicação. De acordo com especialistas, isso se deve ao aumento de exportações. Outro ponto também foi às condições climáticas, já que em 2019, houve um longo período de estiagem, o que contribuiu para o pasto seco, o que não engordou o gado.

Somado ao período de festividades de final de ano, o aumento passa os 40% em alguns bairros.

 A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pontuou que os preços ficaram estáveis por muito tempo e que os produtores vivem um momento de euforia. Ainda segundo ela, o mercado vai se equilibrar, nem que para isso o Brasil tenha que importar carne.