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Economia

Aumento do IPI deve refletir no volume de vendas automobilísticas em 2014

Indústria Automotiva

26 dezembro 2013 - 15h13Por Valor Econômico

 

O governo brasileiro confirmou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) irá aumentar a partir de janeiro, e os representantes da indústria automobilística já preveem mais um ano de dificuldades para o setor. Depois de evoluir a um ritmo médio anual superior a 11% desde 2004, as vendas de veículos caminham para fechar 2013 com a primeira queda em dez anos. As apostas são de vendas ligeiramente abaixo dos 3,8 milhões de veículos licenciados em 2012, volume que deve permanecer como recorde desse mercado no país.

 

Há consenso de que a pressão sobre os preços vinda da retirada, ainda que gradual, dos descontos no IPI, junto com a obrigatoriedade de mais itens de segurança em todos os carros novos, terá impacto negativo sobre a demanda. As primeiras previsões de analistas para 2014 indicam nova queda das vendas - a segunda seguida -, ou, na melhor das hipóteses, repetição dos volumes deste ano.

 

Opinião dos especialistas - A Anfavea, que representa as montadoras instaladas no país, ainda não divulgou suas projeções para 2014, mas na última terça-feira (24), após o governo confirmar as alíquotas do IPI que vão vigorar até junho, o presidente da associação, Luiz Moan, antecipou que a alta do tributo "certamente" terá impacto no volume de vendas.

 

A retirada dos descontos no IPI, que garantiram o recorde de emplacamentos de veículos em 2012, já havia sido sinalizada pelo governo, mas a recomposição anunciada, ainda que segure o imposto abaixo das alíquotas normais, superou as expectativas, disse a Anfavea. A entidade calcula que, a cada ponto percentual de alta no imposto, o impacto no preço do carro popular é de 1,1 ponto percentual.

 

Foi decidido no mesmo período que o IPI dos automóveis com motor flex 1.0, o segmento de entrada do mercado, passa de 2% para 3%. Já os carros acima dessa motorização, até 2.0 - hoje a faixa com o maior volume de vendas -, subirão de 7% para 9%. Considerando-se apenas a cobrança do tributo nas vendas de carros, essa recomposição do IPI, válida para o primeiro semestre de 2014, representa ganho de arrecadação estimado pelo governo em R$ 950 milhões no primeiro semestre.

 

Fonte: Valor Econômico