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Economia

09/04/2014 19:00

Biosul defende que governo deve dar ênfase à produção de etanol para substituição do petróleo

Safra 2014/2015

Hoje à tarde (09), o presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia em MS), Roberto Hollanda Filho, expôs dados referentes às expectativas em relação à colheita da safra 2014/2015 de cana-de-açúcar no estado, sobretudo à situação das políticas públicas sobre a matriz energética nacional.


Segundo Hollanda, as 22 usinas em funcionamento no estado estarão até o dia 1º de maio com 100% da capacidade produtiva em torno do fomento do mercado de etanol, açúcar e bioeletricidade.


Dados referentes à safra do ano passado mostram que as variações do clima foram as grandes vilãs que paralisaram o crescimento do setor neste ano. As geadas que atingiram os canaviais sul-mato-grossenses nos meses de julho e agosto de 2013 tiveram impacto negativo na colheita. Já a escassez de chuva, tão aguardada nos meses de novembro e dezembro do ano passado – período que, segundo o presidente da Biosul, é a que tem maior relevância e corresponde à 50% do volume total da colheita de cada safra – contribuiu no efeito negativo que impactará na próxima colheita.


Cana ou boi? 

Hollanda ressaltou que apenas 10% dos 8 milhões de hectares correspondentes ao território para cultura/cultivo em Mato Grosso do Sul são destinados ao cultivo da cana em MS. Neste ano, o insumo estenderá a 808 mil hectares, implicando em 11% de aumento em relação à safra anterior, apesar dos problemas climáticos enfrentados no estado. Porém, o presidente ressaltou que ambas as atividades – sucroenergética e agropecurária – podem coexistir sem danos a nenhuma das commodities. “As duas frentes vêm para complementar, não para competir.”


A produção esperada pela Biosul da safra 2014/2015 é de 44.300.000 toneladas. Cerca de 71% do montante será destinado à produção do etanol hidratado (usado como combustível, e tendo em sua composição entre 95,1 e 96% de água) e o etanol anidro (aquele misturado à gasolina, com 99,6% de graduação alcoólica) e 29% à produção de açúcar.


Foto: Deivid Correia


Conta fantasma

Roberto Hollanda estima que as commodities de cana-de-açúcar caíram do 2º para o 4º lugar entre os produtos mais exportados por Mato Grosso do Sul. Questionado sobre o ano referente à posição em questão, o presidente da Biosul afirmou que a informação se refere à balança comercial de 2013.


Entretando, o Governo de MS ainda não lançou no site oficial da Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo) dados referentes à balança comercial de 2013 até o momento.


Petróleo versus álcool

A Biosul apresentou a estatística de que na próxima safra, haverá aumento de 8,26% na produção do etanol combustível. Serão quase dois bilhões de litros do combustível disponíveis ao mercado interno. Hollanda ressaltou que é um avanço até mesmo para o ambiente, haja vista que, segundo o presidente, a queima do etanol libera na atmosfera cerca de 90% menos dióxido de carbono (CO2) do que a gasolina.


Autossuficiência

Durante a coletiva, foi apresentada a importância da bioeletricidade gerada pela queima do bagaço da cana. O que antes era uma dor de cabeça aos usineiros, tornou uma forma de retroalimentar as caldeiras que produzem etanol e açúcar a partir da cana. “Imagine o que são mais de 44 mil toneladas do bagaço da cana. Fizemos uma conta. Supondo que cada bagaço de cana fosse um pedaço de corda, o que produzimos diariamente daria para chegar até à lua.”, elucidou.


A justificativa pela qual a gasolina brasileira contém mais álcool do que a americana está justamente na utilização do bagaço como meio de energia para que as usinas operem sem utilizar outros recursos energéticos. “Nos EUA, o milho, principal produto produzido, não tem bagaço. Por isso, lá a porcentagem de etanol na gasolina é bem menor que aqui.”


Para Hollanda, ainda não há previsão de quando aumentará o percentual de etanol na gasolina comercializada nos postos. “Há projetos que querem alterar dos 25% atuais – que antes eram 20% - para 27%. Quem lucra é a indústria sucroenergética e a própria Petrobras que terá de importar menos gasolina.”, afirmou.


A Biosul defendeu que para se desenvolver, é necessário que a matriz energética seja avaliada pelo Governo federal. “É necessário que haja uma política energética clara do governo, pois ele continua pressionando o setor do etanol e da bioeletricidade. Não é adequado sujar a matriz energética com fontes não sustentáveis. O Brasil já é visto como uma potência verde e deve haver um programa eficaz para a substituição dos combustíveis fósseis.”, pontuou.


Foto: Deivid Correia


O que se quer saber

Já sobre as perspectivas de mercado e preço geral do litro do etanol, Hollanda claramente não quis se comprometer. “Isso vai depender do movimento do mercado”, concluiu.

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