O mercado do boi gordo segue firme esta semana. Segundo análise da Scot Consultoria, em São Paulo, não há espaço para preços menores. As poucas indústrias, que pagam menos, estão precisando completar suas escalas através de contratos a termo. A oferta é curta em todas as regiões do país.
A proximidade das cotações nas praças sul-matogrossenses em relação aos preços em São Paulo acaba diminuindo as compras de frigoríficos paulistas no estado vizinho. A cotação do boi gordo subiu em Dourados (MS), e o preço de referência ficou em R$121,00/@, à vista, alta de 3,4% nos últimos trinta dias.
No mercado atacadista os preços ficaram estáveis e as vendas seguem calmas, devido ao período do mês. Os cortes de carne bovina no mercado atacadista subiram 1,5% na última semana. A segunda quinzena do mês é caracterizada por vendas mais fracas, o que tende a deixar o mercado mais frouxo.
No entanto, os estoques restritos dos frigoríficos vêm balizando o cenário de alta da carne, com movimento mais intenso nas duas últimas semanas. As valorizações ocorreram com maior frequência para os cortes de dianteiro, nos quais as indústrias encontraram mais espaço para precificação. Isso é sinal de que o consumo não está aquecido e que há tentativa de recuperação da margem do frigorífico, que vem caindo com as sucessivas valorizações da arroba. Ou seja, a indústria gasta mais para adquirir os animais e tem dificuldade em repassar as altas para o varejo na mesma proporção.







