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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Economia

Camapuã sediará o 1º Circuito Pecuário Famasul

25 outubro 2015 - 14h50Por Assessoria

O investimento dos produtores rurais em tecnologia rendeu a Camapuã o status de 'Capital do Bezerro de Qualidade'. Por este motivo, o município será sede do 1º Circuito Pecuário Famasul, promovido pelo Sistema Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS e pelo Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Com o tema 'Criando oportunidades, construindo soluções', o evento acontecerá no dia 06 de novembro, na sede da Acricam - Associação dos Criadores de Camapuã.

"O Circuito vai percorrer os principais municípios produtores no ano que vem. O pontapé inicial é Camapuã pela sua representatividade produtiva. É ao mesmo tempo um reconhecimento e um estímulo para elevar os índices produtivos” afirma o presidente da Famasul, Mauricio Saito.

O presidente do Sindicato Rural de Camapuã, Saturnino Silvério Pereira, considera que o evento é uma oportunidade de atualizar conhecimentos. "Camapuã é referência nacional em qualidade de bezerro graças ao investimento de grandes criadores em genética", destacou. De acordo com o relatório da Produção Pecuária Municipal, divulgado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas no início de outubro, o rebanho de bovinos de Camapuã é de 579,7 mil cabeças, maior volume registrado desde 2009. O município ocupa o 6º lugar no ranking nacional, com participação de 2,7% em relação ao efetivo de Mato Grosso do Sul, que totaliza 21 milhões de cabeças de gado.

Um dos pioneiros na criação de bezerro de qualidade no Estado, o produtor Rubens Catenacci também credita os resultados ao empenho do pecuarista em investir em genética, manejo e nutrição. "Em 2000, o bezerro pesava em média 200 a 202 quilos. Hoje conseguimos comercializar com 380 quilos, quase o dobro de diferença", comenta. Catenacci afirma que o bezerro do Mato Grosso do Sul é hoje o mais caro do Brasil. "A base é R$ 1.700 a cabeça, mas em alguns leilões conseguimos negociar a R$ 2.100 a unidade. Para o pecuarista avançar ainda mais é preciso que ele seja remunerado, incentivado a produzir com qualidade e, consequentemente, investir cada vez mais em genética".