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quarta, 28 de outubro de 2020
Economia

Inflação fecha 1,18% em janeiro em Campo Grande, carne e legumes são os vilões da vez

Custo X Benefício

06 fevereiro 2014 - 18h00Por Carlos Guessy

A inflação de janeiro fechou com alta de 1,18% em janeiro deste ano na Capital, o dobro em relação a dezembro (0,63%) e inferior ao mesmo período do ano passado (1,40%). Os vilões do custo de vida em Campo Grande no primeiro mês do ano de 2014 foram a beterraba (36,59%), o chuchu (31,11%), as mensalidades escolares (que tiveram alta de até 9,36%) e a carne bovina.


A pesquisa faz parte do IPC/CG, Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande, divulgado hoje pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade Anhanguera Uniderp.


Para um dos pesquisadores, economista Celso Correia de Souza, a boa notícia é que houve queda no índice em relação ao ano passado se comparado. Apesar dos eventos previstos para este ano, como Copa do Mundo e eleições, aumento nas exportações, o primeiro indicado do ano mostra que a inflação começa com menos pressão pelo menos.


A empregada doméstica Cida Gomes de Jesus, 50 anos, faz mercado de frutas e verduras todos os dias em uma rede da Capital, ela reparou na alta de alguns preços, principalmente o das verduras. "Como venho todos os dias pela manhã aqui, eu sei de cor se subiu um pouco ou se está na promoção. Sempre compro cenoura para variar no cardápio e ficou realmente salgado o preço, deve ser por causa das chuvas", refletiu Cida.


 

O economista alerta para o fator que mais pesou no bolso no mês dos consumidores, a educação. O segmento teve aumento de 7,24% no mês devido ao reajuste das mensalidades escolares. Os estudantes do ensino fundamental e médio tiveram aumento de 9,36%, enquanto o do superior e da infantil subiu cerca de 8,51%.


"Eu sempre compro nas promoções das quintas que geralmente os mercados fazem. Tem que pesquisar, ir em um, ir no outro, sempre tem uns achados e comprar o que realmente é da época para não pesar no nosso bolso", declara a dona de casa Paula Oliveira, 40 anos.


Alimentação

Um dos mais importantes setores, a alimentação e a saúde, influenciaram no IPC/CG de janeiro, alta de 1,62%, e de saúde, 1,21%. O primeiro foi impulsionado pelo clima e produtos fora da estação, como beterraba (36,59% mais cara), chuchu (31,11%), cenoura (27,88%) e laranja pêra (20%).


Com o preço da arroba do boi gordo batendo recorde por causa do aumento nas exportações, o preço da carne continua subindo para o consumidor. O contrafilé ficou 11,32% mais caro, seguido por outros cortes, como alcatra (9,52%), costela (9,1%), bisteca (6,87%) e ponta de peito (6,16%).


Seu Gumercindo Chagas, aposentado, 65 anos, compra por semana alguns cortes de carnes no Mercadão Municipal Antônio Valente, o famoso Mercadão no centro da cidade. Segundo ele os preços estão em alta, mas o segredo é fidelizar e chorar para o açougueiro amigo. "Eu compro toda semana nesse mesmo box, se passar um pouco do orçamento eu choro para o dono e ganho o desconto amigo", brinca Seu Gumercindo.


 

Saúde

A saúde também pesou no mês de janeiro. O custo da consulta no médico ortopedista disparou e teve aumento de 16%, quatro vezes a inflação acumulada nos últimos 12 meses. Não foi o único serviço a ter aumento expressivo. Ir ao dentista ficou 9,73% mais caro, enquanto o médico pediatra teve alta de 8,45%.


Boa Notícia

A boa notícia veio do setor de combustíveis, com a gasolina ficando 2,23% mais barata em função da concorrência acirrada entre os postos. O etanol teve redução de 0,7%.


Acumulado

A inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 4,08%, bem abaixo da meta de 4,5% estabelecida pelo Banco Central. O Governo trabalha com um teto de dois pontos percentuais para mais ou menos.


Cesta Básica

A pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em Campo Grande, apontou uma variação negativa no preço dos treze itens que compõe a cesta básica, na ordem de -4,19%, no primeiro mês do ano. Porém, o churrasquinho de domingo foi prejudicado, já que a carne do campo-grandense ficou mais cara: a variação saltou de 0,26% para 1,66%.


A demanda aquecida e a valorização do dólar ajudam a explicar o aumento no volume de exportação da carne e assim do seu preço. Mesmo assim, Campo Grande liderou o grupo de cidades onde se observou queda nos preços dos alimentos. Em janeiro, o trabalhador investiu R$ 288,57 para adquirir uma Cesta.


Já a família campo-grandense começou o ano pagando R$ 865,71 na Cesta Básica Familiar, uma redução de R$ 37,89 comparado à dezembro de 2013, quando a cesta custou-lhes R$ 903,60.

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