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Economia

15/02/2015 10:40

Com crise no sudeste, água de MS entra na mira de empresários

Economia

Com a falta de água na região sudeste, o Mato Grosso do Sul pode se tornar alvo de empresas à procura do recurso. Isso porque o Estado abriga 15% do maior reservatório de água doce subterrânea do mundo, o Aquífero Guarani. De olho nos benefícios econômicos, políticos "oferecem" a exploração da água como atrativo. A proposta preocupa ambientalistas que questionam as vantagens da migração destas empresas.

O deputado estadual Paulo Corrêa (PR), que atua em conjunto com a Federação das Indústrias de MS na busca pela instalação das indústrias, afirmou no inicio de fevereiro que o estado precisa utilizar a água como oportunidade para atrair os empreendimentos. Uma audiência pública será realizada, ainda neste mês, para discutir o assunto.


A bióloga Cintia Bezerra Possas, não aprova os planos do parlamentar. “Essa abundância não é para sempre, se vendermos o nosso aquífero, se oferecermos como querem fazer, receberemos desenvolvimento e logo, quando a fonte secar as indústrias vão embora e colheremos somente o prejuízo”, critica.


Para ela, o principal prejuízo é o risco de contaminação. Quanto maior o número de acesso ao aquífero, maior será a via de entrada de contaminantes em caso de acidentes ou descuidos. Outro risco é a exploração rápida do manancial e o possível esgotamento do recurso hídrico.


“Temos que pensar que embora a água seja um recurso renovável, para a renovação é necessário respeitar o tempo do ciclo para que haja a recarga. Com a alta demanda que as indústrias exigem esse tempo não é respeitado”, diz.
Algumas regiões são consideradas área de recarga do aquífero, como por exemplo, a cidade São Gabriel do Oeste. A bióloga explica que , neste local, por exemplo, grande parte do seu território é dedicado ao cultivo. Por lá a utilização de agrotóxicos é altíssima, quando chove a água permeia e chega ao aquífero contaminando o manancial. “É um exemplo simples e claro de como temos cuidado”.


Para o gestor ambiental e professor da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), evitar a entrada dessas empresas é impossível. “Elas serão implantadas se oferecerem vantagens econômicas, isso não poderemos evitar. O importante é ter uma legislação que ofereça a segurança mínima para o Aquífero”, explica.


Rodolfo explica que a implantação de indústrias requer a elaboração de estudo de impacto ambiental (EIA) e o respectivo relatório de impacto ambiental (RIMA). “Esses estudos são feitos por diversos especialistas e precisam ser respeitados.”

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