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Economia

Com manejo e gestão produtores de leite de Aquidauana triplicam produção diária

Ao todo 23 propriedades estão inseridas no projeto Mais Leite do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

19 julho 2019 - 14h37Por Da redação/O Pantaneiro

Um grupo de produtores de leite no município de Aquidauana está modificando o cenário de baixa produção da matéria-prima, com adoção de tecnologias de baixo custo e que podem impulsionar o mercado local.

Nos municípios do entorno, Miranda, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Bodoquena também foram iniciados atendimentos do programa Mais Leite, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), o qual realiza um trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com foco no desenvolvimento da gestão da atividade, aplicação de técnicas de manejo e melhoramento genético que resultam no aumento da produtividade e lucratividade da propriedade rural.

De acordo com o coordenador do Mais Leite, Juliano Coelho Bergler, o trabalho da ATeG iniciou em 2017 com um grupo de 23 propriedades em Aquidauana, com atendimento acordado em 24 visitas.

“Uma das regras do programa é bonificar o produtor que atender as recomendações e apresentar resultados positivos na atividade. No caso do município, ao final do período de atendimento que dura em média dois anos, bonificamos os resultados alcançados com mais 12 meses de assistência”, revela.

PERSEVERANÇA E RESULTADO

O produtor rural, Celso Gomes, é dono de uma propriedade com 35 hectares de extensão no município de Aquidauana e conta que sempre procurou desenvolver atividades para tornar o local produtivo, rentável e autossuficiente, porém, sem resultados efetivos.

Apesar dos insucessos não desistiu e procurou ajuda técnica na Universidade Estadual de MS (UEMS), aonde obteve orientação na reprodução das vacas aumentando assim, a taxa de prenhes.

“Com apoio da universidade conheci o Senar/MS e consegui participar do programa de assistência técnica. Desde então tenho realizado todas as recomendações apresentadas sobre nutrição animal, produção de leite, recuperação de pastagens e sistema rotacionados. As informações me ajudaram a enxergar possibilidades e ter esperanças concretas sobre minha atividade”, relata.

Gomes conta ainda que participou de pelo menos seis capacitações oferecidas pelo Senar, participou de palestras, dias de campo e as orientações do técnico de campo, Jânio da Silva Pinto, foram fundamentais na transformação do negócio. “Hoje consegui triplicar a minha produção, mas ainda estou longe da meta estabelecida. Porém, o apoio do profissional, sua dedicação nos motivam a melhorar cada vez mais”, observa.

O produtor lembra que muitas vezes aconteceu de algum animal ficar doente e estava ausente da propriedade. “ Ele (Jânio) foi e comprou a medicação com o próprio dinheiro e foi realizar a aplicação. Nos ajuda em partos complicados e monitora a ordenha quando identifica algum sintoma de mastite nas vacas. É um trabalho de referência na equipe do Mais Leite”, opina.

APRENDIZADO PARA VIDA

A chácara Vitória, localizada na região do Morrinho, também apresenta resultados de “encher os olhos”. O proprietário, Marcelo Portes de Souza e a esposa, Rosimeire Portes de Souza, comprovam que dedicação e esforço proporcionaram uma guinada na produção de leite.

Marcelo conta que não tinha muita experiência na pecuária leiteira, mas, resolveu investir na atividade, aproveitando o espaço da propriedade que soma 12,9 hectares. “A gente trabalhava como era possível e estávamos sempre atentos às recomendações de outros produtores. Nossa produção na época oscilava de 25 a 40 litros diários, mas, a quantidade ainda era pouca para gerar lucro satisfatório”, relembra.

A participação no programa Mais Leite foi o divisor de águas para o casal que se empenhou em seguir todas as recomendações, como melhorar os animais geneticamente, cultivar forragem, produzir a própria ração e rotacionar o pasto.

“Hoje nossa realidade é totalmente diferente, com média de 150 litros ordenhados diariamente, mas, trabalhamos para melhorar ainda mais esse número. Nossa meta é chegar a 250 litros, com oito animais. Nosso técnico, o Jânio, mostrou que é possível, mesmo com uma área de pasto de 1,7 hectares”, declara orgulhoso.

Na avaliação do produtor, a assistência técnica do Senar/MS chegou para modificar a vida de quem está focado na atividade e as recomendações são assertivas e adequadas à realidade de cada propriedade.

“Eu agradeço muito a equipe do Senar, mas, tem uma pessoa que é fundamental na minha vida, meu braço esquerdo e direito, minha esposa Rosimeire. Ela quem administra e cuida da maior parte do trabalho na chácara. Sem ela eu não teria conseguido chegar nesses resultados”, declara.