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terça, 24 de novembro de 2020
Economia

Em MS, consumidores devem gastar média de R$ 1 mil na Black Friday

Estudo mostra que, apesar da pandemia, maioria ainda prefere as lojas físicas

19 novembro 2020 - 10h16Por Diana Christie

A Black Friday, programada para 27 de novembro, deve injetar R$ 200 milhões em compras dos consumidores de Mato Grosso do Sul. É o que aponta levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio/MS (IPF-MS), em parceria com o Sebrae MS.

Dos entrevistados, 34% disseram que pretendem aproveitar as promoções. “Dos que disseram que pretendem aproveitar as ofertas, 48% já aproveitarão para realizar as compras de final de ano e 30% poderão utilizar o 13º”, ressalta a economista do IPF-MS, Daniela Dias.

Segundo a pesquisa, a parcela de compras adiantadas para o fim de ano poderá alcançar R$ 100 milhões. O gasto médio durante a Black Friday entre os consumidores do Estado será de R$ 956,74.

O foco dos consumidores estará, principalmente, em móveis/eletrodomésticos/eletrônicos (51%), com destaque para tablets/celulares (14%), notebooks/computadores (6%) e  vídeo game/Jogos/acessórios gamers, bem como na preferência por roupas/calçados/acessórios (37%) e brinquedos (16%).

Sondagem junto aos empresários, aponta que a perspectiva é de que as pessoas gastarão menos com presentes e comemorações de final de ano, por isso, “a Black Friday será uma oportunidade para a compra de lembranças, com menor recurso”, acredita Daniela Dias.

Mesmo com a covid-19, a procura por lojas físicas deve ser grande. Com essas considerações, a analista-técnica do Sebrae/MS, Vanessa Schmidt, alerta para a importância de boas estratégias para captar o consumidor e também gerenciar o deslocamento de parte da movimentação de fim de ano para a Black Friday.

“Temos mais de 70% dos consumidores preferindo ir comprar na loja física e é um requisito importante que o empresário possa proporcionar atendimento individualizado ao consumidor, fazer a comunicação dos reais descontos nos produtos e aproveitar a data para garantir o faturamento de fim de ano, uma vez que quase metade pretendem comprar à vista", explica.

A pandemia teve efeito variados. Para os que houve a redução da renda e suspensão dos contratos de trabalho, praticamente não há perspectivas de gastos durante a Black Friday. Por outro lado, aqueles que não tiveram alteração, ou que obtiveram aumento ou pequena redução da renda, o fato de passarem mais tempo em casa, fez com que buscassem mais conforto e comodidade, ampliando com isso a procura por artigos de decoração, reforma, móveis, entretenimento, alimentação, eletrodomésticos e eletrônicos para o trabalho em casa. 

O estudo também mostra a tendência de comportamento por região do Estado. Foram aplicados 1723 questionários entre os dias de 29 de outubro a 13 de novembro nas cidades de Campo Grande, Corumbá, Bonito, Coxim, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas.

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