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segunda, 26 de outubro de 2020
Economia

Estiagem leva produtores a migrar transporte hidroviário para rodovias

Estiagem

19 fevereiro 2014 - 14h39Por Valor Econômico

 

A estiagem do mês de janeiro diminuiu em cerca de um terço, a capacidade de transporte da hidrovia Tietê-Paraná e já está obrigando algumas empresas a migrar suas cargas para transporte terrestre. A situação dificulta ainda mais os problemas de filas de caminhões destinados ao porto de Santos (SP) e tem causado transtorno e congestionamento nas rodovias paulistas.

 

Os 18 comboios atualmente em operação na hidrovia estão operando, cada qual, com até 4 mil toneladas. Em condições normais, eles podem transportar 6 mil toneladas. A estimativa é que a redução da navegabilidade na Tietê-Paraná transfira por mês 126 mil toneladas para as rodovias, ou 3,6 mil caminhões do tipo bitrem. São 120 carretas a mais por dia.

 

Segundo o Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, as chuvas dos últimos dias não foram suficientes para melhorar a situação. "Pelo contrário, o nível dos reservatórios das usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos diminuíram ontem. E a programação é que até sexta chegue a uma cota de esvaziamento que compromete a hidrovia", afirmou o diretor do Departamento, Casemiro Carvalho.

 

Para ele, é necessário dividir o ônus com o governo federal. "Estou com um problema na hidrovia em função da geração". Procurado para se manifestar sobre o problema, o Ministério de Minas e Energia não retornou até o fechamento desta edição. Já a Secretaria de Portos (SEP) disse que está empenhada em construir uma solução com as agências reguladoras de transportes terrestres e aquaviário (ANTT e Antaq) e com o Ministério dos Transportes para minimizar os impactos do excesso de caminhões.

 

O agronegócio é o principal usuário da Tietê-Paraná, ocupando 12 dos 18 comboios disponíveis. As empresas combinam o transporte hidroviário ao ferroviário para acessar o porto de Santos, por onde é exportada 30% da soja e 50% do milho nacionais. As barcaças são carregadas em São Simão (GO) e navegam até Pederneiras (SP), num trajeto de quase 650 quilômetros. De lá, a carga é colocada na ferrovia que chega a Santos. Para não perder o navio, os donos de cargas têm de recorrer de última hora ao frete rodoviário no mercado spot, geralmente mais caro.

 

Fonte: Valor Econômico

 

 

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