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Economia

Estacionamento caro e troca de administração prejudicam lojistas de shopping

14 dezembro 2015 - 11h40Por Diana Christie

Com a redução das vendas decorrente da crise econômica que assola o país, lojistas do mais tradicional shopping de Campo Grande lutam para conquistar clientes e pagar as mensalidades do aluguel do espaço. Para complicar a situação, mudanças na administração da franquia do BR Malls prejudicaram as negociações de renovações contratuais e o reajuste no preço do estacionamento espanta consumidores na época mais esperada pelo comércio: o Natal.

Para o presidente da ALSCG (Associação dos Lojistas do Shopping Campo Grande), Ricardo Kuninari, a expectativa dos comerciantes é a pior dos últimos dez anos. “A gente sempre espera o dobro das vendas de outubro e novembro, mas por conta da crise estamos muito apreensivos. O Natal sempre foi para o comércio o melhor mês do ano e faz tempo que a gente não tem uma expectativa tão ruim”.

Segundo a Associação, os lojistas empregam entre 4 mil e 4,5 mil funcionários e, desta vez, apenas grandes departamentos fizeram contratações de reforços. Além da queda das vendas, os empresários estão evitando gastos para cumprir com seus compromissos com fornecedores e com o aluguel das salas. Ricardo explica que cada contrato é negociado individualmente, mas as renovações sempre são exaustivas pela valorização do local, ainda mais com a nova administração que ainda não adquiriu intimidade com os comerciantes.

Presidente da ALSCG, Ricardo Kuninari - Foto: Geovanni Gomes

“Hoje o lojista tem sofrido bastante com essa questão da renovação de contrato até com alugueis acima do que a loja poderia suportar porque o Campo Grande hoje tem uma característica até atípica. Hoje é um dos poucos shoppings no Brasil que tem 100% das lojas locadas. Então se você andar pelo shopping não vai ver nenhuma loja vazia. Isso é uma exceção hoje nos shoppings do Brasil. Aqui em Campo Grande mesmo, os dois outros shoppings via encontrar muitos espaços vazios”, relata.

O reajuste de 8,33% sobre o valor do estacionamento também não ajudou os comerciantes que já enfrentam um cenário econômico desfavorável. Com a taxa, o cliente que pagava R$ 6,00 por até três horas passou a pagar R$ 6,50 no caso dos carros e R$ 4,5 para as motocicletas. As horas adicionais custam R$ 1,00 e só fica isento da tarifa quem permanecer no estacionamento por até 15 minutos. Mesmo se o cliente deixar o estabelecimento antes de completar as três horas, deve pagar a taxa integral.

Foto: Geovanni Gomes

“Não foi bom esse aumento no final do ano, mas infelizmente não temos como opinar. [A BR Malls] Ela se baseou no ultimo reajuste e aplicou os índices normais de inflação para o período, mas para o lojista e o consumidor não é bom. Por isso, nós ainda temos a certeza que o grande problema ainda no shopping Campo Grande, no mês de dezembro, ainda vai ser o estacionamento. Próximo ao natal, o consumidor [também] vai ter que ter paciência para encontrar uma vaga”, relata Kuninari. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria da instituição no início da manhã de hoje (14), mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.