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Exportação de carne bovina em MS acompanha bom momento do mercado nacional

Agronegócios

3 DEZ 2013
Aline Oliveira
06h00min
Adriana Mascarenhas - Assessora Técnica e Econômica da Famasul - Foto: Vanessa Ricarte

 

As exportações brasileiras de carne bovina registraram recorde e a projeção para 2014 é animadora, com estimativa de US$ 8 bilhões. De janeiro a novembro deste ano, os números já chegaram a US$6 bilhões e Mato Grosso do Sul acompanha o bom momento vivido pela cadeia produtiva nacional.

No ano passado, o Estado atingiu US$ 433 milhões, com 93,78 mil toneladas exportadas. No entanto, até o mês de outubro deste ano, os números já superaram os valores anteriores com US$ 502 milhões e 114 mil de toneladas embarcadas.

Segundo a assessora técnica e econômica da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Adriana Mascarenhas houve um incremento significativo no volume de carne bovina exportado e a tendência é que este bom momento continue no próximo ano. “Para 2014, a estimativa é de que o mercado continue aquecido, isto porque os principais países exportadores estão no seu limite de fornecimento, enquanto que aqui no Estado temos possibilidade de expandir a produção”, revelou.

A economista explicou ainda que além do crescimento do consumo no mercado externo, o mercado interno vem contribuindo muito nas projeções apuradas. “Estima-se que apenas 17% do que produzimos é exportado e o restante é absorvido pelo mercado interno. Com eventos como eleições e copa do mundo, a expectativa é de que o consumo de proteina animal aumente ainda mais, tanto da carne bovina, quanto das outras carnes”, esclareceu.

Adriana lembra que é muito importante manter o controle sanitário do rebanho, visto que uma desatenção nos cuidados podem ocasionar na inversão das vendas. “É vital para a continuidade do crescimento nas vendas, oferecer extremo controle sanitário. Nosso principal trunfo é monitorar e controlar continuamente a saúde dos animais”.

Mercado e preço – Os maiores importadores de carne bovina são a China e a Rússia, que recentemente autorizou mais uma empresa e fornecer o produto ao país, além de realizar um controle rigoroso dos produtos que chegam ao país europeu.

Com relação a reforma e ampliação do Porto de Paranaguá, no estado do Paraná, a assessora da Famasul pontuou que a notícia foi recebida com bastante otimismo pelo setor do agro. “Um dos pontos que tiravam nossa competitividade era a logística de escoamento. Com esta mudança, o Estado poderá enviar o produto em maior quantidade e com mais rapidez”, analisou.

Questionada sobre a controvérsia de números tão positivos nas vendas externas e no aumento do produto vendido ao consumidor final, a economista comentou que quando se diminui a oferta do produto é natural que os preços tenham elevação. “Quem regula o preço é o mercado e a diminuição na oferta se deu em razão do grande volume de abate das fêmeas desde 2011. Nos anos seguintes, a situação continuou e sentiremos o ápice desta elevação de preços em 2015”.

De acordo com a assessora da Famasul três fatores contribuíram para o atual momento: o aumento do abate, as forte secas ocorridas nos anos anteriores e também a renovação das matrizes reprodutoras que vão envelhecendo e perdendo a fertilidade.

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