Os consumidores sul-mato-grossenses começaram o mês de setembro sentindo no bolso o novo preço do gás de cozinha, válido a partir desta segunda-feira (1º), conforme o Sindicato dos Revendedores de Gás de Mato Grosso do Sul (Simpergasc-MS). O reajuste vai impactar diretamente nos preços das revendas dos GLPs (Gás Liquefeito de Petróleo).
O reajuste ficou em torno de 6,25%, o que significa um aumento de até R$ 5 no valor do produto. Atualmente, o botijão é vendido na Capital está em R$ 53,25, com o novo aumento, deverá ficar em média em R$ 58. Os revendedores de gás de Campo Grande estão em alerta para o aumento na venda de botijões clandestinos.
Segundo alguns comerciantes, falta fiscalização de vendedores clandestinos. Para o micro empresário Sebastião Pereira, 50 anos, o aumento será inevitável para o consumidor final. “Infelizmente temos que repassar o novo valor para os nossos clientes, será um pequeno valor mais faz muita diferença no orçamento da dona de casa, assalariada”, disse Sr. Pereira proprietário de uma revenda no Bairro Tiradentes.

Para o dono de uma revendedora na vila Piratininga, Mauro José Franco Miranda, mesmo com o estoque sendo reposto diariamente, é necessário segurar o aumento para evitar a perda nas vendas. Miranda afirma que nesse período de aumento, as vendas com certeza vão cair, e as pessoas vão pechinchar mais. “Até achar um clandestino que venda R$ 10 mais barato. É um perigo para o consumidor, além de atrapalhar nossas vendas, os clandestinos não colocam os 13 quilos necessários no botijão”, garante o comerciante.
Já Mauro do Gás, sócio de vários pontos de revenda na região do Tiradentes e Noroeste afirmou que para os que fizeram estoques, saem em vantagem. “Eu estou com um bom estoque que deve durar alguns meses, vou manter os meus preços como de costume e ir trabalhando com os clientes esse novo aumentar até a nova compra dos produtos”, declarou Mauro.
De acordo com a presidente do sindicato, Neuza de Fátima Borges, esse aumento é o resultado do dissídio coletivo dos trabalhadores dos derivados de petróleo, cujo reajuste será repassado para as distribuidoras de gás e automaticamente ao consumidor.
O aumento acontece todo ano no mês de setembro. O preço do gás vai variar de acordo com a revendedora. “O consumidor deve ficar atento, se o valor for muito abaixo do mercado, a pessoa deve questionar e identificar a origem real do produto. Tem muito deposito clandestino em Campo Grande. A nossa fiscalização está em cima para pegar essas pessoas que estão vendendo o preço abaixo do praticado”, disse Neuza.
O Simpergasc-MS estima que em todo Estado funcione em média 1400 revendas legalizadas. Em Campo Grande o número de revendas legalizadas passa dos 800 pontos. Conforme a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desde 2002 o gás de cozinha pode ser reajustado sem a participação do Governo Federal.







