A maioria dos países ao norte da linha do Equador que não dispõe do mesmo potencial hidrelétrico que o Brasil já usa a biomassa de madeira para geração de energia elétrica. O Hemisfério Sul é uma nova fronteira que se abre no uso da madeira de reflorestamento, fruto do crescimento exponencial do plantio de florestas renováveis e sustentáveis, como é o caso do eucalipto.
Em Mato Grosso do Sul - que tem hoje 830 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto – a produção de energia a partir da biomassa vem ganhando força. Já aprovada, a primeira termoelétrica será construída no município de Costa Rica. A segunda está em fase de estudos e deverá ser instalada em Ribas do Rio Pardo.
Para evidenciar as potencialidades deste cenário que o SenarMS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a Paulo Cardoso Comunicações promovem no dia 04 de junho o Mais Floresta. O evento técnico acontece dentro da feira Três Lagoas Florestal, realizada no Parque de Exposições Joaquim Marques de Souza, em Três Lagoas (MS).
O professor e engenheiro florestal Carlos Lima, um dos palestrantes do Mais Floresta, enumera fatores que alimentam as perspectivas de desenvolvimento do setor. “Temos terras disponíveis e temos tecnologia florestal para a produção desta biomassa florestal a custos competitivos. Temos também as tecnologias de conversões disponíveis”, afirma.
O palestrante destaca que, apesar de mais comum, o Eucalyptus não é a única entre as espécies florestais com bons resultados na produção de biomassas residuais. “O aproveitamento energético se constitui num ótimo potencial para agregar valor à biomassa florestal”, afirma, ressaltando que desde o final dos anos 90 existe vontade política de desenvolver o setor florestal em Mato Grosso do Sul.
Para o engenheiro florestal, toda a tecnologia dos ciclos a vapor utilizada nas indústrias da cana pode ser aplicada à biomassa, com pequenas alterações em partes das caldeiras e nos seus modus operandi. “Existem pesquisas como a gaseificação da biomassa e a utilização destes gases em turbogeradores, visando elevar a eficiência produtiva (produzir mais com menos) e maior sustentabilidade, com baixo custo. Temos potencial para crescer muito”, confia.







