Mesmo apresentando queda na arrecadação e tendo aumento nas despesas, o Governo Estado espera pagar com "as sobras"do caixa os R$ 51 milhões de empréstimos consignados contratados por 44 mil servidores estaduais, que tiveram os valores descontados na folha de pagamento em dezembro de 2014. Porém, o recurso não foi repassado até o momento para as instituições financeiras. Com isso, os servidores correm o risco de serem negativados pelas operadoras de crédito.
O secretário do Estado de Fazenda, deputado federal Marcio Monteiro, explicou que o ex-governador André Puccinelli, do PMDB, não deixou previsão orçamentária para o fazer os pagamentos às instituições financeiras sobre os empréstimos consignados e, que mesmo recomendando às operadoras de crédito a não negativar os servidores, o Governo não tem como evitar a situação caso isso ocorra.
"Essa é a grande preocupação nossa, pedimos para as instituições para que não o façam (negativação), mas há risco do servidor ser negativado. Mesmo que tenhamos feito essa recomendação, não cabe a nós essa decisão. Cabe as instituições financeiras de entenderem esses momento, já que não houve previsão financeira deixada pelo governo anterior", comentou.
Monteiro ainda afirmou que o atual governador tucano Reinaldo Azambuja, orientou toda a equipe econômica para que todos os pagamentos previsto em janeiro fossem pagos para não atrapalhar o planejamento financeiro do Estado. E o que sobrasse seria utilizado para cobrir o 'rombo' deixado pelo ex-governador André Puccinelli.
"Estamos fechando o mês, nos preparando para fazer todos os pagamentos referentes a janeiro de 2015. Todos os encargos da folha, os valores dos consignados, seja ele de banco, de recolhimentos sindicais, previdências serão pagos normalmente. A partir de então, nós vamos fazer uma programação dentro de cada mês do que vai será liquidado do que foi deixado pra trás. Não podemos sacrificar um planejamento de austeridade e de eficiência que nós estamos implantando e, prejudicar tudo isso, em virtude da não previsão deixada pelo ex-governo no final do ano", ressaltou o secretário.
Sendo assim, o risco do servidor ter o seu nome incluso no cadastro de inadimplentes aumenta ainda mais, mesmo tendo o valor da parcela descontado no contra-cheque todo mês. "Nós já mantivemos contatos, mas não recebemos nenhum sinal positivo das instituições financeiras sobre a possibilidade dos servidores serem negativados", comentou Monteiro.
Porém, o secretário explicou que a equipe técnica do governo está confiante, já que o recurso que sobrar será capaz liquidar toda a dívida deixada em aberto pelo antecessor de Azambuja. Marcio Monteiro ainda informou que a receita do Estado em janeiro será bem menor em relação a de 2014.
"Talvez não vamos chegar a 8% como estava previsto, mas nós tivemos em 2015, aumento de salários, de combustíveis e de energia. A inflação está aí e todos nós sentimos bolso. Mas janeiro vamos fechar bem e espero que o saldo possa cobrir o valor deixado em aberto", finalizou.







