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Leilões de privatização resultarão em investimentos de R$ 80,3 bilhões

Privatizações brasileiras

13 JAN 2014
CNA
16h29min
Divulgação

Um relatório divulgado na última sexta-feira (10), pela Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico) do Ministério da Fazenda informou que os leilões de privatização realizados em 2013 irão resultar em investimentos na ordem de R$ 80,3 bilhões no país, no prazo de 25 a 30 anos.

 

De acordo com o levantamento foram realizados no ano passado 18 leilões na área de transporte, energia, petróleo e gás, além de licitadas cinco autorizações de terminais portuários de uso privativo. Os vencedores desses leilões se comprometeram a realizar os investimentos necessários. O prazo para o desembolso dos recursos deve ser de médio a longo prazo, já que a maior parte será concretizada em cinco anos em razão das obrigações contratuais.

 

Foi divulgado ainda que a maior parte dos investimentos (R$ 28,7 bilhões) será na área de Rodovias. Em segundo lugar está a geração de energia, com R$ 26,6 bilhões, seguida por gastos com linhas de transmissão (R$ 8,7 bilhões). Outros R$ 6,9 bilhões irão para o segmento de Petróleo e gás e R$ 2,4 bilhões, para portos.

 

Aeroportos e rodovias - no setor de Petróleo e gás, o valor se refere apenas aos investimentos estimados para a realização do Programa Exploratório Mínimo, que avalia o potencial comercial dos campos licitados. Os investimentos necessários para a exploração comercial efetiva dos campos não estão incluídos no levantamento.

 

O texto lembra ainda que, com os leilões dos aeroportos de Confins, em Belo Horizonte, e Galeão, no Rio de Janeiro, cerca de 90% do tráfego internacional de passageiros e 40% do tráfego doméstico estão agora sob administração privada. Em 2012, foram privatizados os terminais de Guarulhos (São Paulo), Brasília e Viracopos (Campinas). Em 2011, o mesmo já havia sido feito com o terminal de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

 

Em 2013, foram realizados cinco leilões de Rodovias com deságios em relação à tarifa teto que variaram de 42,3% (BR-050) a 61,1% (BR-040). Foram concedidos 4.247 quilômetros de Rodovias federais que servem importantes polos econômicos brasileiros como a região Centro-Oeste, onde se concentra grande parte da produção de grãos do país , afirma o texto.

 

Já no setor de energia foram licitados 7.145 megawatts em capacidade instalada de geração de energia no ambiente regulado, sendo 65,9% eólica, 16% hidrelétrica, 6,7% PCH (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e 11,3% de biomassa. Foram ainda licitados 8.134 quilômetros de linhas de transmissão.

 

Fonte: CNA

 

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