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Economia

Mantega e trabalhadores se reúnem para discutir mudanças no seguro-desemprego

Direitos trabalhistas

04 novembro 2013 - 19h06Por Aline Oliveira

Na tarde de hoje (4), o ministro da Fazenda, Guido Mantega se reuniu com representantes de centrais sindicais para discutir a elevação dos gastos do governo com o seguro-desemprego e o abono do PIS/Pasep. O objetivo foi identificar se este aumento foi revertido em benefício aos trabalhadores como por exemplo, aumento da rotatividade ou se foram fraudes que possam ser cometidas por empresários.

 

De acordo com o ministro, os gastos com os dois benefícios chegarão a R$ 47 bilhões até o final do ano, o que significa 1% do PIB (Produto Interno Bruto). No mês passado, o governo alterou uma das regras do seguro-desemprego ao exigir que o trabalhador faça um curso de qualificação de no mínimo 160 horas, ao solicitar o benefício pela segunda vez, no período de 10 anos.

 

Anteriormente, o pedido deveria ser feito a partir do terceiro pedido, porém no último dia 31 de outubro, Mantega comentou a possibilidade do curso ser obrigatório já na primeira solicitação. Para discutir esta e outras mudanças foi marcada para próxima quinta-feira (7), nova reunião, a fim de encontrar soluções que assegurem o cumprimento das metas fiscais e a redução das despesas públicas.

 

Participaram da reunião, representantes da Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central Geral dos Trabalhadores e União Geral dos Trabalhadores. “Batemos forte na questão da rotatividade. Esse é um dos principais problemas, e isso se deve porque o governo ainda não regulamentou o artigo 239 da Constituição, que é uma maneira de punir as empresas que mandam mais embora”, propôs Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

 

Informação adicional - O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária concedida a trabalhadores demitidos sem justa causa para auxiliá-los na manutenção e na busca de emprego e inclui ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional. O abono do PIS/Pasep é pago uma vez por ano a trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.

Fonte: Agência Brasil

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