O prefeito Marquinhos Trad (PSD) declarou, na manhã desta quinta-feira (30), que o reajuste da passagem de ônibus é inevitável porque está previsto em contrato e depende de, pelo menos, cinco variáveis. Segundo ele, a prefeitura amortizou o aumento, evitando que a tarifa chegasse a R$ 4,10.
“O reajuste é contratual, leva em conta cinco elementos: o valor do óleo diesel, que teve aumento de 6,8%; o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período; o número de passageiros pagantes, que houve uma queda de 7%; o número de ônibus da frota, que houve a entrega de 44 veículos novos, diminuindo a vida média dos ônibus de 10 anos para seis anos; e o ISS (Imposto de Serviços sobre Serviços de Qualquer Natureza)”, explicou.
A tarifa do transporte coletivo de Campo Grande sofrerá reajuste de 4,14% nos próximos dias. O preço da passagem, que é R$ 3,55, subirá para R$ 3,70 nos ônibus convencionais. O decreto com o reajuste deverá ser publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) até o final desta semana.
Marquinhos destacou ainda que está analisando ações judiciais impetradas pela prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), que podem alterar a data do reajuste. No entanto, o preço deve aumentar mesmo com a renúncia fiscal do município, estimada em cerca de R$ 10 milhões ao ano.








