A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul/MS) e a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), lançaram na tarde desta terça-feira (1) a colheita oficial do milho safrinha. Com pouco investimento em tecnologia, as condições climáticas foram cruciais para ajudar os produtores a garantir que a produção não ficasse tão abaixo da safra anterior.
Para o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito, a desvalorização da venda, desmotivou os produtores que investiram menos em tecnologia reduzindo, consequentemente, o número de produção para 7,4 milhões de toneladas.

"A estimativa de valor de mercado foi um pouco mais baixa e muitos produtores não quiseram investir em tecnologia, com isso, a produção foi um pouco inferior, mas era para ser ainda menor. As condições climáticas ajudaram muito e conseguimos aproximar da produção do ano passado", explicou.
Assim como em 2013, neste ano a plantação do milho safrinha corresponde a 1,5 milhão de hectares, no entanto, enquanto a estimativa era de 83 sacas por hectare, nesta colheita a previsão é de 82. Embora a Aprosoja antecipe estes dados, o proprietário da Fazenda Campo Grande, onde foi realizado o lançamento da colheita do milho safrinha, Luiz Khol, que trabalha há 45 anos no ramo, está positivo em relação à colheita e acredita que venderá mais que o previsto pela Associação dos produtores.

"Neste ano choveu mais e não deixei de usar a tecnologia necessária, apesar de saber que o valor está mais baixo porque não adianta plantar muito se for mal plantado. Em 2013, vendemos a saca por R$ 22 e neste ano venderemos por R$ 18. Está bom, terei lucro a partir de 40 sacas e pretendo colher 130 sacas por hectare", declarou.
A estimativa da Aprosoja é que sejam colhidas 82 sacas por hectare. Mesmo com alguns fatores desfavoráveis, os produtores conseguiram garantir 20% da venda da colheita na comercialização antecipada e a estimativa é de que sejam destinados 220 mil toneladas para exportação.

Inovação - Esta safra também conta com uma inovação tecnológica que auxilia na coleta de dados da produção. De acordo com o analista de agricultura, Leonardo Carlotto, desde março, os técnicos da Aprosoja utilizam um aplicativo, disponibilizado, em sistema operacional Android, que registra as informações da produção.
"Os técnicos podem utilizar o aplicativo para preencher o questionário sobre a produção, acelerando a coleta de informações, além de ser uma medida que colabora com o meio ambiente evitando a impressão dos papéis que eram utilizados para obter nesses registros", pontuou.

O aplicativo é utilizado apenas por técnicos, no entanto, Carlotto destacou que uma nova ferramenta deve ser criada até o fim deste ano para que seja disponibilizada aos produtores, mas até o momento, não há informações sobre como o aplicativo será utilizado.







