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terça, 20 de outubro de 2020
Economia

Ministro descarta abrir voos domésticos a estrangeiras durante a Copa

Voos Internacionais

26 novembro 2013 - 20h30Por Valor Econômico

O ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, descartou, nesta terça-feira, 26, que os voos domésticos entre as cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 possam ser feitos por empresas aéreas estrangeiras. “Não há possibilidade de percorrermos esse caminho”, afirmou o ministro, após ter participado de um seminário sobre concessões de aeroportos.

 

Moreira Franco disse que há um “ambiente hostil” que precisa ser considerado, como idiomas diferentes e questões trabalhistas. Trata-se de uma resposta direta do ministro à proposta do presidente da Embratur, Flávio Dino, que levantou a ideia de abrir os voos domésticos a companhias estrangeiras, durante o megaevento esportivo. “Se fizermos isso, só vai complicar, não vai ajudar”, afirmou o ministro.

 

Moreira Franco voltou a defender, no entanto, uma reforma no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), que permita o aumento de capital estrangeiro nas empresas brasileiras. Hoje, o limite é de 20% das ações com direito a voto.

 

Obras - O ministro também pediu paciência aos passageiros com as obras de reforma e ampliação dos aeroportos transferidos à iniciativa privada no ano passado. “Quando a gente recebe alguém com a casa em obra, a qualidade da acolhida não é a mesma. Mas não tenho a menor dúvida de que, dentro de um prazo razoável, esse problema estará superado e teremos aeroportos que atendam às exigências do cidadão brasileiro”, disse.

 

“Quanto às perspectivas de futuros leilões, não há nenhum olho nesse sentido, pelo contrário. A primeira etapa está vencida e temos que refletir sobre os cinco [já concedidos]”, acrescentou Moreira Franco, que se reuniu hoje com a presidente Dilma Rousseff. “Temos que dar uma parada, avaliar, ver a repercussão da nova realidade no conjunto da gestão aeroportuária brasileira e preparar a Infraero para concorrer.”

 

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, garantiu que “todas as obras” estão dentro do cronograma. “A expectativa é de que elas sejam entregues [no prazo]”, disse Guaranys. A agência faz um acompanhamento mensal da execução financeira e do cronograma de obras de cada aeroporto.

 

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