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terça, 27 de outubro de 2020
Economia

Montadoras asiáticas mudam perfil da indústria de automóveis

Indústria Automotiva

10 janeiro 2014 - 08h00Por Valor Econômico

Acentuou-se no ano passado a transformação do perfil do mercado de automóveis no Brasil para um cenário de maior competição e diversidade de marcas. Pela primeira vez, a concentração das vendas nas quatro montadoras mais tradicionais caiu abaixo de 70%. Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford responderam por 67,5% dos carros de passeio e utilitários leves licenciados em 2013, uma queda de mais de três pontos percentuais em relação ao ano anterior.

 

A fatia das quatro veteranas era de 83,6% em 2002. Desde então, elas vêm cedendo espaço para as marcas novatas. Esse processo teve início durante os anos 90, com a instalação de fábricas de marcas francesas e japonesas no país - como Renault, Peugeot Citroën, Honda e Mitsubishi -, e ganhou velocidade no último ano com as investidas da Toyota e da coreana Hyundai no mercado de modelos compactos, que movimenta os maiores volumes de vendas.

 

Desde o início da década passada, a principal mudança no cenário foi a expansão das marcas asiáticas. Com o início da produção local de carros populares no segundo semestre de 2012, as vendas da Hyundai praticamente dobraram e as da Toyota cresceram 55% em 2013, na contramão da queda de 1,5% de toda a indústria de veículos leves. As japonesas Honda e Nissan também ganharam espaço nos últimos anos. Desde 2002, a participação da primeira subiu de 1,5% para 3,9% e a da Nissan saiu do zero para mais de 2% do total.

 

Somados, esses percentuais provocam uma redistribuição do mercado e deixam o Brasil mais próximo do cenário de difusão de marcas dos Estados Unidos. Lá, as três grandes montadoras de Detroit - GM, Ford e Chrysler - detêm 45% das vendas e o restante é distribuído entre marcas estrangeiras. As montadoras asiáticas já somam 45,4% do mercado americano. O grupo é liderado pela Toyota, maior montadora do mundo, que responde por 14,4% das vendas de automóveis nos EUA, mais do que a nativa Chrysler (11,5%). O Brasil dá sinais de que pode trilhar um caminho semelhante.

 

Fonte: Valor Econômico

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