Com a família reunida e casa cheia, muitos consumidores foram às compras hoje (3) para complementar a ceia que será servida nesta Sexta-feira Santa. Para manter a tradição do feriado cristão, o item mais procurado é o peixe, o que acabou lotando as casas especializadas no produto.
O administrador Gabriel Acosta, 33, conta que o preço incomodou um pouco, mas a celebração vale à pena. "Estamos acompanhando o preço a várias semanas e ele continua alto. Hoje se perdeu muito a característica original, mas a data é importante para reunir a família. São poucas oportunidades como essa", afirma.

Gabriel Acosta, 33 (Foto: Geovanni Gomes)
A economista Eliana Mendonça, 50, foi comprar peixe e verduras para fazer a salada. Ela destaca que o almoço especial faz parte da tradição, mas a comida não é mais importante. "O simples fato de estarmos reunidos, a confraternização é o que conta. Achei o peixe um pouco caro, mas todos os preços estão aumentando".
Na casa do militar Vitório Ajala, 23, a comemoração será simples. De acordo com ele, a esposa deixou tudo preparado, mas foi preciso comprar um pouco mais da carne já para reservar um pouco para o domingo.

Vitório Ajala (Foto: Geovanni Gomes)
A professora Sulammy Simas, 36, conta que não teve tempo de comprar o produto antes e por isso teve que arriscar fazer as compras de última hora. Sem muito tempo para fazer a preparação do peixe, ela aproveitou para adquirir a iguaria já pronta. Segundo ela, o preço está mais salgado na comparação com o ano passado, mas tem que manter o costume. "A gente tem que fazer o preço caber no bolso, afinal é uma tradição", relata com sorrisos.
Comércio
Para o proprietário da peixaria no Mercadão, Cleuber Linares, 43, a data será de comemoração também pelo aumento das vendas. Ele estima que o faturamento será entre 5% e 10% superior ao ano passado. "A data foi bem favorável. Dia 1º foi na quarta-feira e a maioria dos servidores está com dinheiro no bolso. Também contribuiu a mudança no entorno que facilitou o acesso e acabou com os congestionamentos", destaca.

Cleuber Linares (Foto: Geovanni Gomes)
A comerciante Inês Barbosa, 58, lamenta apenas que os seus produtos ficaram em falta. Além das verduras tradicionais como a alface e a couve, ela vende temperos como coentro e pimenta. "As vendas foram ótimas, se meus produtos não tivessem acabado, eu iria superar as vendas de 2014".
Outros locais não superaram as expectativas, mas o movimento também não declinou. Segundo o verdureiro William Maciel, 25, as vendas poderiam ser melhores, mas atingiram o patamar do ano anterior. O mesmo ocorreu na empresa do açougueiro Thiago Kanashir, 29. "A Semana Santa vendeu normalmente, mas o movimento diminuiu bastante. Acho que foi por causa dos aumentos da carne, dos combustíveis e energia", explica.







