O ministro da secretaria de Micro e Pequenas Empresas, Guilherme Afif Domingos, esteve em Campo Grande, nesta quarta-feira (24), para o lançamento Programa Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios (Propeq). Em terra de oposição, o ministro aproveitou o quadro próspero do setor no estado para evitar falar da crise econômica.
Entre os avanços destacados por ele estão medidas para desburocratização, além do aumento do limite de faturamento anual das empresas no Simples Nacional, que passa a ser de R$ 3,6 milhões. "Chega de falar de crise. Vamos falar de oportunidade", afirmou o ministro diante do quadro favorável apresentado pela pasta.
Conforme o ministro, apesar da arrecadação federal apresentar queda de 1,9%, o Simples teve aumento nominal de 14% e um crescimento real de 7,23%. Na geração de empregos, o crescimento nas micro e pequenas empresas ultrapassou o das médias e grandes, totalizando mais de 3,5 milhões contra cerca 260 mil, entre 2011 e 2014.
O titular da Semad (Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Jaime Verruck, acabou reforçando o discurso ao apresentar alguns dados do setor em Mato Grosso do Sul. De acordo com o secretario, as micro e pequenas empresas respondem por um total de 95% de estabelecimentos do estado, além de ser responsável por 55% dos empregos gerados. No estado, são 76.307 mil MEI's, juntando com os participantes do Simples Nacional, aproximadamente 129 mil pequenas empresas.
Apesar do cenário propício para investimentos e a sugestão do ministro para direcionar esforços no setor, o governo tucano se mostrou interessado, especialmente, no crescimento destas empresas e deve utilizar o Propeq para fortalecê-las."O programa contribui para diminuir as desigualdades econômicas e uma alternativa de resistência a crise", explicou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que não hesitou em ressaltar o atual cenário econômico vivido nacionalmente.
O objetivo do programa é fortalecer os pequenos negócios visando explorar seu potencia na promoção do desenvolvimento. Além disto, constituem motores dinâmicos das economias locais, especialmente, em regiões menos favorecidas social e economicamente, tornando-se fontes de geração de oportunidades de emprego e renda.







