O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou hoje em leve queda de 0,26%, aos 51.976 pontos, influenciado pelas baixas das "blue chips" --ações que possuem alto número de negócios.
"A influência negativa das blue chips sobre o índice se sobrepôs a fatores positivos, como a perda de espaço da Dilma Rousseff em pesquisa eleitoral divulgada no fim de semana", diz Elad Revi, analista-chefe da Spinelli Corretora. "Isso agrada o mercado, que está insatisfeito com a interferência política nas estatais e o cenário de deterioração da economia", acrescenta.
Segundo o analista, a Bovespa passou por ajuste depois de dois dias fechada por conta dos feriados da Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa) e Tiradentes.
Hoje também foi marcado pelo vencimento de opções sobre ações (quando encerram os prazos de contratos que apostam no valor futuro de papéis da Bolsa), que movimentou R$ 3,8 bilhões. O giro financeiro total do dia somou R$ 10,5 bilhões.
As quedas dos papéis mais negociados de Petrobras (-2,56%) e Vale (-1,75%) ajudaram a Bolsa a se manter no vermelho.
"A alta recente da Petrobras me pareceu um pouco exagerada. Por isso, é perfeitamente normal que haja uma correção do papel nas próximas semanas", diz João Pedro Brügger, analista da consultoria Leme Investimentos.
Na agenda, a pesquisa Focus do Banco Central mostrou que os economistas consultados veem a inflação acima do teto da meta do governo, de 6,5%, em 2014. A nova projeção para o IPCA neste ano é de 6,51%, ante 6,47% na pesquisa anterior. Foi a sétima semana seguida de alta na expectativa.
"O Focus me pareceu atrasado. O mercado já precifica esse patamar da inflação há algum tempo. Os preços dos ativos já considera que a inflação ficará acima da meta. O documento do BC apenas consolidou o que os investidores estavam dando como certo", avalia Brügger.







