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quinta, 21 de janeiro de 2021
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Economia

Preço da carne continua nas alturas em Campo Grande e o salário oh...

Em tempos de crise, o prato ‘roskovo’ (arroz com ovo) voltou a predominar na mesa do sul-mato-grossense

03 janeiro 2021 - 07h00Por Nathalia Pelzl

O preço da carne bovina continua em alta nos mercados e açougues de Campo Grande, pelo menos é o que aponta o consumidor, na hora da compra. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou a sexta alta consecutiva, a última vez que os preços tiveram leve queda foi em maio, no início da pandemia do novo coronavírus

Ao TopMídiaNews, moradora do bairro Centenário, de 24 anos, contou que se assustou ao pedir bisteca bovina por achar que estava mais em conta e pagar R$ 33 no quilo, em um mercado localizado na Rua Santa Quitéria. 

“Como estava caro o colchão mole, colchão duro e até o patinho, decidi pedir a bisteca que antes era mais barato, me assustei, o açougueiro me falou o preço e me deu 5 fatias da carne”, disse. “Está sem condições”, complementou. 

Já moradora do bairro Jóquei Clube contou que chegou a ver contrafilé por quase R$ 50 o quilo. 

“Toda carne tá cara, estou optando por frango e carne de porco, que subiu também, mas ainda é mais barato que carne bovina. Costela, bife já dá pra pegar peixinho, miolo de agulha que dá pra panela, são carnes boas, mas que estão menos cara. Contrafilé tá quase R$ 50”. Ela pontuou ainda a questão do salário não acompanhar. 

"Tudo sobe, menos o salário, esse não acompanha".

Em tempos de crise, o prato ‘roskovo’ (arroz com ovo) voltou a predominar na mesa do sul-mato-grossense, conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Em Mato Grosso do Sul, foram 15,2 milhões de dúzias no 3º trimestre de 2020, número 28% (+3,3 milhões) maior que o registrado no mesmo trimestre de 2019 e 9,3% (+1,3 milhões) acima do que o apurado no trimestre imediatamente anterior. É a maior registrada na série histórica para o estado, iniciada em 1990.