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Economia

14/09/2015 12:42

Prefeitura não supera crise herdada e vira mês devendo R$ 158 milhões

O prefeito Alcides Bernal, do PP, apresentou a real dimensão sobre a crise econômica que abala as finanças de Campo Grande. Segundo ele, Campo Grande sempre teve uma boa arrecadação econômica, mas a antiga administração, conduzida pelo prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar), provocou um desequilíbrio nas contas e trouxe sérios reflexos para o mês de setembro.

As despesas foram ampliadas pela antiga administração e setembro a prefeitura não conseguirá fechar as contas. Ao todo R$ 158 milhões em dívidas deverão ficar para outubro e o acumulado será ainda maior.

O secretário municipal de Finanças, Disney de Souza, abriu as contas e detalhou como está a situação atual da prefeitura. Segundo ele, as despesas de setembro somam R$ 284.141.811,05, a projeção entre caixa e arrecadação será de R$ 125.530.897,60. "Faltará a prefeitura pagar R$ 158.610.913,45 que deverá avançar sobre o outubro", afirmou.

Dentro das despesas, Disney afirmou que a prefeitura tem até o momento em caixa R$ 8.530.897,60 tendo uma folha de pagamento que gira em torno de R$ 90 milhões. Porém, alguns recursos ainda devem cair nas contas da prefeitura até o fechamento da folha. Com isso, os pagamentos dos servidores podem ser feitos de forma escalonada, como fez Gilmar Olarte.

Disney lembrou que a prefeitura, até a cassação ocorrida em 13 de março de 2014, tinha um saldo positivo entre receita e despesa de R$ 301.451.611,01, conforme conta no termo de transferência de cargo que foi repassado a Gilmar Olarte, na época. Após ser reconduzido ao cargo, Bernal recebeu de Olarte, R$ 40.124.188,70 negativos, demonstrando a queda vertiginosa no saldo, que ajudava a prefeitura a pagar as contas deixá-las em dia.

O motivo apontado seria um inchaço nas despesas da prefeitura que foi aumentando mês a mês. O secretário afirmou que alguns contratos ajudaram a desequilibrar as contas, como o caso da Solurb, por exemplo, e o aumento de servidores comissionados na folha de pagamento.

Agora, a equipe econômica deverá reduzir o percentual de dívida e para conseguir equilibras as contas. "Nós vamos queimar gorduras, como gratificações extras, desperdícios de materiais e faremos uma melhoria na qualidade dos gastos", afirmou o secretário.

Algumas secretarias, como a Seintrha, que possuiu uma despesa de 26,19%, a Educação, 46,96% e a Seplanfic, que corresponde 7,29% dos orçamento do município, além do Fundo Municipal de Saúde que gira em torno de 32,38% serão revistos para saber como estão sendo gastos e como podem ser cortados. "Nós vamos precisar mais de seis meses para que consigamos equilibrar as finanças", finalizou. 

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