sexta, 23 de janeiro de 2026

Busca

sexta, 23 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Economia

07/04/2015 10:07

Reajuste da energia elétrica impulsiona inflação na Capital

A inflação de março em Campo Grande foi de 1,25%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp. No comparativo, apenas entre os meses de março, esse percentual não se repetia desde o ano 2003, quando chegou a 1,34%. Na análise com fevereiro de 2015, o índice foi apenas 0,13% menor.



Na análise do coordenador do NEPES da Anhanguera - Uniderp, Celso Correia de Souza, a principal causa do aumento está no reajuste da energia elétrica. “No mês de março aconteceu um forte aumento no preço da energia (28,19%), cujo reflexo no período foi de aproximadamente 13,75% na inflação da Capital. Além disso, também houve elevação da bandeira tarifária de energia elétrica de 3 para 5,5%, para cada 100 Kwh consumido”, explica.



Entre os grupos que tiveram altos índices de inflação estão: Habitação, com variação de 2,80%; Alimentação, com 0,91%; Despesas Pessoais, com 0,68%; e Transportes com 0,65%. Com índices negativos destacam-se os grupos Saúde (-0,09%) e Vestuário (-0,04%).



Segundo o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, o comportamento de alta da inflação deve figurar também em abril. “Teremos o complemento de 14,44% da energia elétrica e a concessionária que abastece o Estado está solicitando um novo reajuste de 6% nas contas de energia, aumento esse previsto no contrato de concessão. Também teremos a alta nos preços dos medicamentos de 7,7%, em média,” esclarece Celso Correia de Souza.

Passado tais reajustes, espera-se ue em maio, a inflação comece a recuar em Campo Grande, “pois não há projeções de aumento em serviços ou produtos administrados pelo governo”, completa Correia de Souza.


Inflação acumulada
A inflação acumulada em 12 meses na cidade está em 8,08%, já muito acima do topo da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período 2015, que é de 6,5% e muito além do centro da meta que é de 4,5%. No período as maiores inflações acumuladas na Capital, por grupo, foram: Transportes, com 11,30%; Alimentação, com 9,54%; Habitação, com 9,40%; e Despesas Pessoais, com 8,95%. Os demais grupos se encontram dentro da normalidade.



No acumulado de 2015, o índice ficou em 4,47%, já acima do centro da meta inflacionária do governo, que é de 4,5%. Quanto à inflação acumulada por grupo, neste ano temos: Transportes (7,44%), Educação (7,38%), Habitação (6,06%) e Despesas Pessoais (5,01%), cujos índices estão acima da inflação acumulada deste ano (4,47%). Dois grupos estão com deflações: Vestuário (-1,04%) e Saúde (-0,25%).

Os mais e os menos

Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de março foram: energia elétrica (0,71%), gás em botijão (0,11%), pão Francês (0,04%), café (0,03%), gasolina (0,03%), diesel (0,03%), óleo de soja (0,03%), batata (0,02%), sapato feminino (0,02%) e aluguel de apartamento (0,02%).

Já os itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período, com contribuições negativas foram: leite pasteurizado (-0,03%), açúcar (-0,01%), blusa (-0,01%), desinfetante (-0,01%), chuchu (-0,01%), short e bermuda masculina (-0,01%), repolho (-0,01%), contra filé (-0,01%), saia (-0,01%) e maçã (-0,01%).

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias