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Economia

Relações entre MS e Paraguai planejam corredor bioceânico

18 março 2016 - 17h48Por Izabela Sanchez

A visita dos representantes do governo paraguaio e do Embaixador do Brasil no Paraguai a Mato Grosso do Sul, José Felício, nesta sexta-feira (18), representou o anúncio de obras de infraestrutura e logística que já estão sendo construídas, e selou acordos de expansão de obras futuras que farão parte do projeto do corredor bioceânico. O corredor fará a integração de países da América do Sul, permitindo a ligação dos oceanos Atlântico e Pacífico, e a escoação dos produtos de Mato Grosso do Sul pelo oceano pacífico.

“Está sendo trabalhado esse tratado pelo governo brasileiro e eu estou com um documento que a Presidenta Dilma assinou com o presidente Cartes [Horacio Cartes, presidente do Paraguai], com a Presidenta Bachelet [Michelle Bachelet, presidenta do Chile] e com o presidente Macri [Mauricio Macri, presidente da Argentina] que dá como prioridade o corredor bioceânico. Isso não é uma coisa pra sonharmos a curto prazo, mas sim a médio e longo prazo, porque a melhor saída das riquezas do centro-oeste é pelo pacífico, visto que 56% das exportações do centro oeste são dos países asiáticos”, contou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

“Nós informamos o governador Azambuja que a nossa parte do bioceânico, que todo mundo fala que vai fazer, nós já estamos fazendo. Mas a integração física e econômica das nossas regiões, de Mato Grosso do Sul com Paraguai é inevitável”, informou o Ministro de Indústria e Comércio do Paraguai Gustavo Leite.

O governador explicou que a obra da rodovia no Paraguai que vai ligar Brasil, Paraguai e Argentina deve levar três anos. Já no Chile, o porto de Antofagasta já está construído, e faz parte da rota. “O Chile também propôs de fazer a duplicação da rodovia na Cordilheira dos Andes, que é o trecho mais problemático de toda essa travessia. Só que esse ponto de travessia também o ponto mais baixo da cordilheira”, explicou.

“Além de nós ganharmos tempo, de ter um trecho maior rodoviário, nós economizamos 11 mil quilômetros através do pacífico, não tendo que atravessar pelo canal do panamá. Então tem uma lógica, tem realmente uma condição de acontecer e o ganho será enorme não só para Mato Grosso do Sul, mas principalmente pra todo o centro-oeste”, concluiu Azambuja.