Os servidores estaduais querem 15% de reposição salarial, considerando a inflação e ganho real, na negociação salarial deste ano com o governador Eduardo Riedel (PSDB). O desafio para a gestão de Riedel é grande, já que o valor impacta na folha de cerca de 84 mil servidores de Mato Grosso do Sul.
Até o momento, Riedel anunciou reajuste salarial pelo IPCA, que ficou em 5,79% em abril.
Nesta quarta-feira (19), o governador se reúne às 17h com representantes da Feserp (Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de Mato Grosso do Sul), 16 sindicatos filiados e os secretários do Governo do Estado Ana Carolina Araujo Nardes (Secretária de Administração do Estado de Mato Grosso do Sul) e o Secretário de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Arlei Caravina.
Segundo a presidente da Feserp, o objetivo da reunião é discutir a RGA (Revisão Geral Anual) e todas as pautas de reivindicações. Ela está em Brasília a será representada pelo vice-presidente da Federação, Michel Vaz.
As reuniões tiveram início em 3 de abril com objetivo é recompor perdas inflacionárias dos anos de 2022, 2020 e parte de 2021, levando em consideração o índice IPCA/IBGE.
A presidente da Feserp, Lílian Fernandes, informou que o documento com todas as reivindicações já foi encaminhado ao governador Eduardo Riedel, e secretários responsáveis.
"Teremos uma série de reuniões e cada sindicato irá negociar de forma separada, com governo e prefeituras, e questões funcionais específicas de cada categoria".
Reivindicações
Entre a lista de reivindicações, os servidores querem o retorno da carga horária de 30 horas semanais, ou 6 horas, e/ou implementação de novas modalidades de trabalho, como teletrabalho, home-office, turnos intercalados, ou escalas diferenciadas de serviço;
Também pedem a implementação do Cartão Alimentação/Benefício para os servidores públicos ativos que recebem até cinco (5) salários mínimos vigentes como salário base;
Além disso, querem que o governo estabeleça um cronograma antes da data-base (maio) para atendimento individual aos sindicatos filiados à Federação para demandas específicas das carreiras.
Os servidores pedem a alteração da norma (Lei Complementar nº 274, de 21 de maio de 2020), que versa sobre a contribuição ordinária dos aposentados e pensionistas que supera o salário-mínimo, para incidência sobre o valor do teto remuneratório do INSS. E por fim, pedem a publicação mais célere das promoções funcionais por merecimento e antiguidade para todos os servidores e servidoras das carreiras.







