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Temporada de pesca esportiva em Corumbá movimenta R$ 100 mi

Economia

01 fevereiro 2014 - 19h55Por Diário Corumbaense

A partir de hoje, 1 de fevereiro, está liberado o pesque e solte no rio Paraguai. A pesca de captura está suspensa até 28 de fevereiro e o desrespeito à legislação pode levar os infratores a serem presos e encaminhados à delegacia de Polícia Civil para lavratura do auto de prisão em flagrante, podendo, se condenados, pegar pena de um a três anos de detenção.

À exceção do pesque e solte na calha do principal rio pantaneiro, a única pesca permitida neste período, na bacia do rio Paraguai e nos rios de domínio do Estado de Mato Grosso do Sul na Bacia do Paraná, é a pesca de subsistência.

Com o pesque e solte liberado, o segmento do turismo de pesca esportiva de Corumbá já sabe que tipo de turista vai chegar à cidade para a temporada e quanto ele deve gastar durante a estadia. Esse perfil foi identificado pela pesquisa de Demanda e Movimentação Econômica do Turismo de Pesca Esportiva, realizada pelo Observatório do Turismo.

Apresentados esta semana durante reunião do Conselho Municipal do Turismo, os dados da pesquisa mostraram que a movimentação econômica na cidade provocada pelo turista da pesca esportiva foi de praticamente R$ 100 milhões ao longo dos oito meses de temporada em 2013. A pesca fica completamente liberada a partir de 1º de março.

Esse dinheiro, mais precisamente R$ 99.551.759,04, girou na economia corumbaense a partir da movimentação turística nos chamados cruzeiros fluviais – que são oferecidos pelos barcos hotéis – e polos turísticos da zona rural: Distrito de Albuquerque, Porto da Manga/Passo do Lontra e Porto Morrinho. O montante leva em consideração da cadeia direta e indireta do segmento.


A pesquisa mostra que o turista que vem a Corumbá para praticar a pesca esportiva é do sexo masculino, casado (79,82%), tem entre 46 a 65 anos (46,63%) e vem da região Sudeste do Brasil (73,54%), predominantemente do estado de São Paulo, e tem renda acima de R$ 5.001 (69,96%).


No período em que permanecem na cidade, gastam mais de R$ 3 mil com compras diversas. No cálculo da pesquisa deixam, só com esses gastos, a quantia de mais de R$ 1,3 milhão. Um dado curioso é que eles também vão à Bolívia e gastam o estimado em R$ 8 milhões em compras naquele país.

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