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Devotos louvam Iemanjá em Corumbá e pedem bênçãos para o novo ano

Barquinhos de isopor foram lançados ao rio com presentes para agradecer a proteção de Iemanjá e repletos de pedidos para o Ano Novo

31 DEZ 2018
Diário Corumbaense
14h54min
Foto: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O Porto Geral foi palco, na noite de domingo, 30 de dezembro, de uma das principais manifestações da cultura religiosa africana em Corumbá: a louvação à Iemanjá. A celebração reuniu centenas de pessoas na “prainha” às margens do rio Paraguai. Caboclos, pretos velhos e orixás de tendas de Umbanda e Candomblé se uniram e ao som dos atabaques, entoaram cânticos afros, para prestar homenagens e fazer oferendas à rainha do mar.

Barquinhos de isopor foram lançados ao rio com presentes para agradecer a proteção de Iemanjá e repletos de pedidos para o Ano Novo. “Sempre venho pedir para Iemanjá abrir os caminhos, trazer felicidade e saúde, principalmente”, disse a dona de casa Maria Ester Silva, de 53 anos. “Venho pedir as bênçãos para que no ano que vem tudo de bom aconteça. Saio revigorada e fortalecida”, comentou a atendente Lucília Mendes, de 37 anos.

Este ano, a novidade foi a presença de uma estátua de Iemanjá. A obra, do artista plástico corumbaense Deniart – radicado em Bonito –, foi colocada em uma balsa, no rio Paraguai, na altura da Prainha. Confeccionada à base de isopor, a imagem sozinha de Iemanjá tem 5,30 metros e com o andor atingiu pouco mais de 7 metros. “Gostei muito da novidade, é uma bela imagem, fortalece a tradição e deixa a festa ainda mais bonita”, disse Eulália Queiroz, 64 anos, que veio a Corumbá passar o fim de ano com a família.

30 de dezembro é a data principal da louvação a Iemanjá, mas a movimentação no Porto Geral prossegue nesta segunda-feira, 31 de dezembro.

História de Iemanjá

Na mitologia yorubá (ioruba), Iemanjá, cujo nome tem significado de mãe dos filhos-peixe, é filha de Olokun, soberano dos mares, que deu a ela, quando criança, uma poção que a ajudasse a fugir de todos os perigos. A deusa cresceu e se casou com Oduduá, com quem teve 10 filhos orixás (por isso seu nome significa também mãe de todos orixás).

É considerado o orixá mais popular do Brasil. Em 02 de fevereiro é celebrado o dia de Iemanjá. Além desta data, devotos realizam celebrações também em 15 de agosto e 31 de dezembro, por conta da virada de ano e as simpatias das 7 ondas.

A influência da Rainha do Mar no Brasil começou com a chegada dos africanos ao país. Iemanjá é um orixá da religião do povo Egba, nativos da cidade de Abeokuta, na Nigéria. Com informações do blog Astrocentro.

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