Um estudo feito pelos estúdios de análise de dados Novelo Data e Essa Tal Rede Social, divulgado nessa quarta-feira (16), mostra que a maioria dos internautas culpam o presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo aumento no preço dos combustíveis vendidos no Brasil.
De acordo com o jornal IstoÉ, foi realizada uma varredura para identificar as postagens feitas nos últimos dias, no Twitter, rede social bastante utilizada no país, sobre os principais temas abordados.
A avaliação se concentrou em citações sobre o aumento dos combustíveis feitas entre 10 e 11 de março. Nesses dois dias, mais de 590 mil menções foram feitas sobre o assunto, quando somadas as redes sociais Twitter e Facebook.
A analista de redes Carina Pensa lembra que, em toda ocasião em que a Petrobras anuncia reajustes nos combustíveis, o presidente Bolsonaro tenta transferir a culpa para algum fator que não esteja ligado a seu governo.
“Durante meses, o principal culpado pelo alto preço foram os governadores e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Esse argumento, porém, se esgarçou. Por isso, além do ICMS, Bolsonaro responsabilizou os escândalos de corrupção do PT, a guerra da Ucrânia e até o Supremo Tribunal Federal.”
De acordo com a especialista, as estratégias não surtiram efeito e, sem conseguir frear a onda de críticas, perfis ligados ao presidente adotaram meios de disseminar que a gasolina seria uma das mais baratas do mundo, frase dita por Bolsonaro em uma live.
O debate sobre os combustíveis se manteve em alta, com domínio da narrativa antibolsonarista, absorvendo, inclusive, perfis que estão fora da tradicional polarização política. Uma das mensagens compartilhadas no Twitter desde a última quinta-feira, com mais de 64 mil “retweets” foi “parem de aumentar a gasolina!! eu nem tirei carteira ainda”.
No estudo ficou comprado que, a cada 100 pessoas que se manifestavam sobre o assunto, 86 tiveram como alvo o atual presidente, apontado como principal culpado no aumento dos preços dos combustíveis. Apenas 14% tinham uma postura pró-governo em relação a isso.







