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25/05/2014 09:47

Ação da PM durante Marcha da Maconha repercute negativamente

Marcha

Em razão do tempo, participaram neste sábado (23), da Marcha da Maconha, que pede a legalização da droga, cerca de 300 pessoas. O movimento ganhou repercussão negativa nas redes sociais, já que os Policiais Militares foram responsáveis pela escolta dos manifestantes.


A concentração ocorreu na Praça do Rádio Clube antes de percorrer as ruas de Campo Grande, fazendo o percurso da avenida Afonso Pena, rua 14 de Julho, Dom Aquino, Calógeras e Praça Ary Coelho. Os organizadores estimavam mais de 1000 mil participantes no ato, mas a chuva deve ter inibido eles.


Durante o trajeto, os lojistas estavam revoltados porque a polícia estava fazendo escolta de "gente que fuma maconha". Mas o tenente Edcésar, do 1º Batalhão da Polícia Militar, informou que os policiais estavam apenas cumprindo ordens e acompanhando a Marcha, junto com a Guarda Municipal e Policiais de Trânsito.


"Não vamos permitir o consumo da maconha, mas não podemos proibir a manifestação. Vamos acompanhá-los para segurança da população e para que não haja depredação de patrimônio público, ou coisas parecidas", destacou o tenente ao ser questionado ontem (24).


Por outro lado, nas redes sociais e mensagens via WhatsApp, a ação dos policiais também foi muito criticada. Sem mencionar, que os próprios militares fizeram várias denúncias aos órgãos de imprensa, anonimamente, sobre o fato de terem sido obrigados a participar do evento.


“Como Policial, a revolta da tropa é geral, pois combatemos as drogas e agora, temos que fazer apologia à maconha. Não se pode confundir liberdade com libertinagem. Todo mundo tirava foto da viatura escoltando os maconheiros, ainda bem que fiquei escondido", desabafa um deles.


Além da indignação de grande parte da sociedade da Capital, os próprios militares que estavam atuando acabaram divulgando o descontentamento com a Marcha da Maconha. "A população não entende, tenho certeza que irão meter o pau na nossa gloriosa Policia Militar. Mas são ordens e temos que cumprir", desabafa um PM que prefere manter o sigilo, porque tem medo de sofrer retaliação.


Diante de toda essa repercussão, a Associação dos policiais militares (ASPRA-MS), estuda uma forma de interpelar junto ao Ministério Público Estadual (MPE-MS) alguma medida para abster a polícia de apoiar esse tipo de evento, no qual faz apologia ao uso de drogas.

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