Na região de Dourados, há grande especulação de que o advogado e professor de Direito da Universidade Federal da Grande Dourados e Universidade Estadual de MS na cidade, Acelino Rodrigues Carvalho (52) possa de fato assumir a vaga a ser deixada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
No dia 29 de maio, o atual ministro do STF anunciou sua aposentadoria, abrindo precedente para que nomes fossem cotados a fim de substituir o magistrado. Para a comunidade jurídica de Dourados, a mobilização em torno de Acelino não é algo impossível, já que o advogado possui uma carreira sólida no âmbito jurídico em Mato Grosso do Sul.
Na cidade e nas redes sociais, o nome de Acelino vem crescendo, isto porque a presidente Dilma Rousseff já havia substituído em 2011 outra ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ellen Gracie, por Rosa Weber. Seguindo o princípio da continuidade, a presidente haveria escolhido outra mulher para assumir a cadeira vacante.
De acordo com a postura apresentada pela Chefe de Estado, a comunidade de advogados de MS acredita que a substituição de Joaquim Barbosa, o primeiro ministro negro a ocupar o posto no STF, pode abrir o precedente para que Acelino seja de fato indicado ao cargo.
O professor Carvalho defendeu que, não apenas pela raça, mas pelo currículo que possui o tornaria completamente apto a assumir o Supremo e diz que se sente lisonjeado com a movimentação. "Os colegas de Dourados acreditam que eu estou qualificado a ser o sucessor por eu ser negro e também pela minha formação e experiência profissional. Não é um projeto pessoal meu, mas é algo que não me oponho, evidentemente. Recebi essa movimentação com surpresa, e pedi calma, mas ao mesmo tempo me sinto gratificado porque foi algo que surgiu de pessoas que reconhecem meu trabalho."
Torcida - Ongs e movimentos afro-descendentes em todo o país lamentaram a aposentadoria de Joaquim Barbosa, já que foi importante para quebrar muitas barreiras sociais sofridas pelos negros ao longo da história do Brasil.
A ONG (organização não governamental) Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) afirmou que espera que a presidente escolha uma negra ou um negro para suceder Barbosa no STF.
*Com informações do Dourados News







