Há uma semana o Parque Ayrton Senna, no bairro Aero Rancho, está totalmente escuro. Os portões continuam fechados e os moradores reclamam que até os policias militares estão trabalhando no breu.
Roseli Marques, 45 anos, mora em frente do Pelotão da Polícia Militar que está dentro do parque e reclama que a escuridão ocorre há uma semana. “Na semana passada houve uma chuva que o bairro inteiro ficou sem energia. A empresa de energia veio e atendeu os moradores e depois começou a fazer o processo de arrumar as fiações que foram destruídas pelos galhos de arvores. Dentro do parque até agora ninguém arrumou. Teve um caminhão da Prefeitura de Campo Grande que entrou e ficou pouco tempo. E a escuridão continua. Os policiais entram e saem do pelotão e a noite nem conseguimos ver eles".
Conforme o presidente do bairro Aero Rancho, Jailson Laban, a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Funesp (Fundação Municipal de Esporte), não dão prazo de quando o parque deve voltar a abrir os portões. “Já enviei vários ofícios com pedidos e não tive retorno. Agora o outro problema é a escuridão. Tudo apagado. Os postes estão todos sem energia. Um verdadeiro breu. Os moradores são obrigados a fazer exercícios em uma praça perto da escola", lamenta.
Devido o cadeado nos portões do parque o Heraldo e obrigado a fazer exercício na grade. Foto: Deivid Correia
A região sudoeste da Capital tem 75 mil habitantes, contando com o bairro Aero Rancho, e a maioria do moradores estava acostumados a passear e tomar tereré dentro do parque.
“A nossa diversão acabou. Não tem lugar para caminhar e fazer os exercícios físicos. Tenho problema de pressão e três vezes na semana era acostumado a passear no parque com a família. Agora venho fazer exercício sozinho porque a minha família fala que perdeu a graça. Está fechado e sem luz. Faço o exercício pelo lado de fora na calçada. Venho do bairro Iraci Coelho somente para andar e esticar as pernas. Esse problema precisa ser resolvido. Uma área grande e não serve a população”, cita Heraldo Francisco de Souza.
Os vizinhos Nilton Santos, 59 anos e Ramão Savedra, 51 anos, são outros a reclamar. “A idade vai chegando e temos que fazer algum exercício. Na beirada do parque só tem um lado que pode caminhar. No outro lado tem uma avenida perigosa os carros passam em alta velocidade. É perigoso, tem assaltos constantes e agora sem energia piorou. Venho caminhar até mais cedo”.

Vizinhos são acostumados a caminhar dentro do parque. Foto: Deivid Correia.
No posto da Polícia Militar que fica dentro do parque trancado com cadeado tinha seis policiais. No local também tem um posto da Guarda Municipal de Campo Grande que está desativado.







