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há 2 semanas

'Aliviar sofrimento das vítimas', diz técnico que liderou matança de pacientes em hospital do DF

Câmeras flagraram o suspeito administrando substâncias não prescritas, que causaram a morte dos pacientes

O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, preso por liderar um grupo que assassinava pacientes na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Anchieta, na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal, apresentou sua versão sobre os fatos nesta segunda-feira (20).

Em um primeiro momento, o suspeito teria dito à polícia que não havia cometido nenhum crime, afirmando que apenas administrava medicamentos prescritos pelos médicos, conforme matéria publicada pelo Metrópoles nesta segunda-feira. Em posse de registros de câmeras de segurança que flagraram toda a ação do técnico de enfermagem, os investigadores contestaram a afirmação do homem, que acabou confessando calmamente os crimes.

Ainda segundo o Metrópoles, o técnico de enfermagem apresentou uma segunda versão, dizendo que teria tirado a vida dos pacientes com o intuito de “aliviar o sofrimento das vítimas”. Em outro relato, Marcos chegou a afirmar que o hospital “estava tumultuado” e que ele teria cometido os crimes “por estar nervoso”.

Nas imagens, Marcos Vinícius aparece prescrevendo receitas, buscando medicamentos e preparando as doses para injetá-las nas vítimas. Diante do flagrante, ele teria dito que “parece que fiz isso mesmo”.

Os crimes

As investigações da Polícia Civil apontam que o homem — em alguns casos, com o auxílio de duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos — injetou doses de um medicamento não prescrito aos pacientes.

As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.

No caso da professora aposentada, o homem ainda injetou mais de 10 seringas de desinfetante em seu organismo. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada.

Ao receberem a substância aplicada na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes, enquanto as técnicas apenas observavam de longe.

Os celulares dos suspeitos estão confiscados no Instituto de Criminalística da PCDF.

Denúncia do hospital

O caso passou a ser investigado após denúncias do próprio estabelecimento de saúde, que percebeu circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes na UTI. “O hospital instaurou investigação por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

Com base nas evidências, fruto da investigação interna, o hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos, que já haviam sido desligados da instituição.

“O hospital, enquanto também vítima da ação desses ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça.”

(Com informações Metrópoles, Parceiro do TopMidiaNews)

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