Cerca de 200 pessoas se reúnem na manhã de hoje (25) no Estádio Morenão em protestos pela valorização do futebol sul-mato-grossense.
São amantes do esporte e representantes da comunidade que sonham com investimentos na estrutura do Estado, patrocínio dos atletas locais e transparência na organização dos campeonatos.
Ex-jogador profissional, Nelson Barros da Silva, 44, mais conhecido como ‘Chaveirinho’, relembra da emoção de entrar na arena do estádio pela primeira vez. Vendedor de pipoca, ele conta que sempre assistiu às partidas imaginando o dia que entraria no campo.
A paixão virou profissão e, durante 20 anos, Chaveirinho brilhou nos campos estaduais, com passagens pelo Operário e pelo Comercial. Hoje, ele espera que a tradição não acabe apenas na memória.
“A manifestação representa o início de uma nova era política no futebol sul-mato-grossense. O Morenão é a marca desse futebol e o maior estádio universitário do país. Queremos incentivar a renovação”, aponta.
Um dos organizadores do evento, o treinador e assessor parlamentar Amarildo de Carvalho, 49, explica que o evento foi organizado através do Facebook e a expectativa é reunir cerca de 300 pessoas para um abraço simbólico ao Estádio Morenão.
“Essa é uma manifestação pró-futebol porque o futebol sul-mato-grossense pede socorro. Ele chegou ao fundo do poço e essa manifestação é para acordar os dirigentes. Somos uma cidade com quase um milhão de habitantes e não temos nenhum time na série B. É um movimento espontâneo da população e dos amantes do futebol”, destaca.

Amarildo de Carvalho ajudou a organizar o evento - Foto: Landerson Ricardo
Estudante de ciências da computação pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Clovis Silva, 22, conta que ficou sabendo da manifestação através da internet e não pensou duas vezes para participar. Torcedor do Operário e aluno da instituição, Clovis acredita que o estádio precisa ser valorizado e qualquer movimento pode ajudar essa reforma acontecer.
Funcionário público, Taynã Gonçalves, 24, também aprovou a iniciativa. Ele ressalta que esse tipo de movimento é inédito em Mato Grosso do Sul e, segundo ele, já está surtindo efeito porque algumas vistorias foram realizadas.







