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Amigos homenageiam Moacir de Castro e Jorge pelas redes sociais

Jornalista morreu depois de submetido a cirurgia no coração

19 AGO 2019
Celso Bejarano, de Brasília
13h40min
Foto antiga postada no Facebook - Moacir, a esposa Márcia e os filhos Foto: Facebook/Reprodução

Morreu nesta segunda-feira, em Campo Grande, o jornalista e empresário Moacir de Castro e Jorge. Ele foi submetido a uma cirurgia do coração e se recuperava no hospital.

Além de atuar nas redações de TV e nos anos 1970, jornal Correio do Estado, Moacir, perto do fim dos anos 1980, chefiou o jornal JBC (Jornal Brasil Central). Moacir, além de atuar como repórter era também um exímio cartunista.

Na edição de estreia do JBC, Moacir desenhou dois pés firmando-se no chão e o também jornalista Oscar Ramos Gaspar arrematou o sentido imagem, mais ou menos com uma frase assim: “Chegamos! Com os pés firmes no Centro-Oeste”.

A morte de Moacir, também empresário na área de confecções de sapatos, foi manifestada por meios amigos que atuaram junto com ele em redações de jornais, em Campo Grande.

Bosco Martins, jornalista, radialista, escritor e produtor cultural, hoje diretor-presidente da Rádio e TV Educativa, escreveu em seu Facebook:

“Fui surpreendido agora pouco com a notícia da passagem do grande jornalista Moacir De Castro Jorge.

Atuamos na mesma época no telejornalismo da TV Morena, em algumas campanhas políticas e colaborei no tempo em que foi o editor do JBC, Jornal do Brasil Central.

Sabemos que a vida é apenas uma viagem, uma breve passagem não há bagagem que se leve além do que ficou no coração.

O Moacir foi um cara justo, honesto e trabalhador, aproveitou a vida, pensou em todos os momentos e viveu suas experiências sem nunca ter medo de tentar...a segurança e a estabilidade não existem nessa vida breve. 

Preocupava-se mais em ''ir'', do que em apenas ''possuir'', mais em ''ser," do que ter.

Certamente seus pertences serão deixados para outros os seus. O seu conhecimento, sua gentileza e profissionalismo, sua aprendizagem e experiência permanecerão em sua alma para todo o sempre.

Como permanecerão em nós nossa gratidão, as boas lembranças, a satisfação e, alegria de ter com ele comovido e tê-lo como um grande amigo. 

Obrigado Moacir, que Márcia (esposa do jornalista) seus filhos e amigos superem esse momento, com as boas lembranças e conselhos que deixastes, como legado”.

Nilson Pereira, também jornalista, assim expressou-se por rede social:

“Mais um amigo que vai habitar a morada de Deus. Que Ele receba sua alma, confortando parentes e amigos”.

Laureano Secundo, outro jornalista que, lá atrás, também trabalhava com Moacir, fez um relato sobre Moacir:

“Moacir de Castro Jorge foi uma das primeiras pessoas que eu conheci assim quando pisei na redação do Correio do Estado, no dia 5 de agosto de 1977. Bom caráter, pessoa totalmente do bem, alegrava o ambiente por onde passava.

Frequentou a minha casa. Trabalhamos tantas vezes juntos que até perdi a conta, em redações, jornais, de assessorias e em campanhas políticas.

Nos meus primeiros anos de jornalismo lia meus textos, corrigia, me dava dicas. Foram inúmeras as noitadas em que discutíamos os problemas do mundo.

Certa vez, como era um excelente piadista eu e o Vanderlei de Aguiar encontramos ele. Estávamos indo para um baile no Clube Libanês, logo ele falou que ia junto, mas como era muito cedo resolvemos beber algumas antes.

Foram tantas histórias que o Moacir contou que quando chegamos ao Libanês estavam todos saindo do baile.

Resultado: voltamos para o bar e amanhemos o dia. Hoje, por certo o Moacir vai encontrar o Betão outro membro da turma que partiu nesse ano.

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