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terça, 01 de dezembro de 2020
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Anistia Internacional quer transparência sobre programa norte-americano com drones

Mistério

22 outubro 2013 - 08h50Por Agência Brasil

A Anistia Internacional (AI) pediu hoje (22) que os Estados Unidos acabem com o mistério em torno do programa de drones (aviões não tripulados) no Paquistão e a levar os responsáveis pelos ataques ilegais à Justiça. A organização de defesa dos direitos humanos indicou que, aparentemente, não existe qualquer justificação para dois ataques feitos por drones no Noroeste do Paquistão no ano passado.

Os Estados Unidos efetuaram quase 400 ataques com drones em distritos tribais do Paquistão, ao longo da fronteira afegã, desde 2004, causando entre 2,5 mil e 3,6 mil mortes, segundo dados do gabinete de Jornalismo Investigativo da Anistia Internacional, com sede em Londres.O apelo da Anistia foi feito na véspera do encontro entre o presidente norte-americano, Barack Obama deve tratar do assunto.

Washington argumenta que os drones são uma importante e eficaz ferramenta no combate aos rebeldes ligados aos talibãs e à Al Qaeda, que têm seus redutos nas regiões tribais. De acordo com críticos do programa de drones norte-americano, contudo, centenas de civis inocentes morrem nesses ataques.

A AI argumenta que é impossível comprovar os argumentos apresentados pelos Estados Unidos de que os ataques norte-americanos se baseiam em informações fidedignas e que estão em conformidade com a lei internacional, sem que haja mais transparência.

O relatório da entidade sobre os drones publicado hoje aborda 45 ataques confirmados na zona tribal do Waziristão do Norte, entre janeiro de 2012 e agosto deste ano, entre os quais a organização destaca dois que levantaram sérias preocupações por violarem a lei internacional.

O primeiro ataque, envolveu a morte de Mamana Bibi, mulher de 68 anos, atingida em um ataque duplo enquanto colhia legumes nas plantações da família em outubro do ano passado. No segundo, a Anistia Internacional afirma que 18 trabalhadores foram mortos em uma aldeia na fronteira com o Afeganistão, enquanto faziam uma refeição no final do dia.

A entidade destacou na nota que “é difícil acreditar que um grupo de trabalhadores, ou uma mulher de idade cercada pelos netos, estivessem colocando em risco quem quer que fosse e muito menos que constituíssem uma ameaça iminente para os Estados Unidos”.

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