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APAGANDO TUDO: com investigações das fake news, bolsonaristas batem recorde em apagar vídeos

Vídeos começaram a sumir quando STF intensificou inquérito das fake news; casas de alguns blogueiros tiveram visitas da PF

07 julho 2020 - 08h38Por Rayani Santa Cruz


O colunista Chico Alves divulgou nesta terça-feira (7), que youtubers bolsonaristas acusados de propagar fake news e mensagens agressivas contra o Supremo Tribunal Federal e Congresso continuam apagando vídeos de seus canais em grande escala. 

Segundo ele, a movimentação começou em maio, mas após a busca e apreensão na casa de alguns blogueiros, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, se intensificou e bateu recorde em junho. Segundo levantamento da empresa Novelo, de monitoramento de redes sociais, foram suprimidos 3.463 vídeos no mês passado, mais de oito vezes a média de 2019. 

O sumiço dos vídeos começou quando o STF tornou mais efetivas as investigações do inquérito sobre fake news, a cargo de Moraes. Em maio foram retirados 1.112 peças. 

Operações contra fake news

Nas semanas que sucederam a operação realizada no dia 27, em que a polícia foi à casa de youtubers e blogueiros para apreender computadores e celulares, foram deletados três vezes mais vídeos. "Aparentemente, esses youtubers tinham a sensação de impunidade e imaginavam que estariam protegidos pelo discurso de liberdade de expressão", analisa Guilherme Felitti, responsável pelo levantamento. "Eles importaram essa noção dos EUA e acreditavam que poderiam fazer o que quisessem, até que bateu no Supremo”.

Exclusão em massa

Os canais que mais apagaram vídeos continuam sendo o Gigante Patriota e o Terça Livre — este último do controvertido bolsonarista Allan dos Santos. Também colaborou para esse resultado expressivo o fato de que um desses canais, o Notícias da Hora, foi excluído pelo próprio YouTube. O dono do canal, Natalício Coelho, reclama de censura. O YouTube interferiu em outros casos. A plataforma deletou dois vídeos do canal de Sara Winter: o episódio "Joice me xingou de vagabunda" foi tirado do ar por "assédio e bullying", e outro, "Palestra - ideologia de gênero para os 300 do Brasil", por discurso de ódio.

No Terça Livre, o programa " China e OMS esconderam hidroxicloroquina de você" foi excluído. No BR Notícias, a peça "Explodiu - Fim do covid-19. Brasil sai na frente com cura" também foi retirada. Ambos porque disseminavam desinformação sobre coronavírus. Guilherme Felitti diz que a "limpeza" continua. "Mas a faxina não significa que estão abandonando o barco. Alguns podem ter retirado os vídeos apenas temporariamente", explica.

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