Representantes dos conselhos de proteção a crianças e adolescentes, Vara da Juventude do TJ (Tribunal de Justiça) e a comunidade se reuniram em Audiência Pública, na Câmara dos Vereador nesta tarde (28), para discutir o futuro do projeto Família Acolhedora em Campo Grande, que já deveria ter sido colocado em prática desde 2013.
O projeto surgiu após se tornar Lei em 2008 e consiste na "adoção" temporária de uma criança ou adolescente por uma família que irá dar todo o suporte até o menor ser adotado. No Mato Grosso do Sul, apenas no município de Camapuã o projeto está sendo desenvolvido. "A medida já foi aprovada aqui na Capital, só que precisa verdadeiramente entrar em prática, mas o município alega que não tem verba", explica a conselheira Ana Paula Queiroz.
Funciona assim: por meio de um edital a família se candidata a participar do programa, é selecionada, passa por um treinamento e, após ter todo os requisitos aprovados, poderá ajudar no desenvolvimento da criança escolhida pela Vara da Juventude e ainda recebe o auxílio de um salário mínimo. "A questão financeira não é critério para a escolha, apenas uma boa estrutura familiar. Sem histórico de dependência química ou transtornos psicológicos", relata a coordenadora de projetos de infância e juventude do TJ, Rosa Pires Aquino.
Ainda segundo Rosa, em Campo Grande há aproximadamente 200 crianças em abrigos, onde 30 têm menos de três anos de idade. "Aqui na Capital estamos tentando viabilizar o projeto desde 2008 e já está tudo pronto. A criança que for escolhida terá um cuidado mais individualizado e estudos mostram que esse é o melhor recurso, mas falta a verba".
A juíza Katy Braun do Prado, da Vara da Infância e Juventude, afirmou que é preciso entender porque o projeto ainda não foi colocado em prática, já que até o material de divulgação já foi feito. "Houve algumas alteração e, após isto, a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) prometeu que iria realizar, porém nada foi feito".
Outros projeto
Em Campo Grande existe projetos de acolhimento de crianças e adolescentes, como o Casa Lar que, ao contrário do abrigo, elas são cuidadas por um casal que mora no local, além da república para adolescentes.
Família Acolhedora
O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora organiza o amparo de crianças e adolescentes, afastados da família por medida de proteção, em residência cadastradas. É previsto até que seja possível o retorno ao ambiente de origem ou, na sua impossibilidade, o encaminhamento para adoção.
Cabe ao projeto selecionar, capacitar, cadastrar e acompanhar as famílias acolhedoras. O acompanhamento da equipe deve abranger a criança e/ou adolescente acolhido e também sua família de origem, com vistas à reintegração.







