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Bebê que nunca saiu do hospital completa 1 ano internado: 'Difícil'

Ele nasceu prematuro, em 2017, e tem paralisia cerebral. Aparelho de respiração mecânica custa R$ 35 mil e a família não tem condições de comprá-lo.

12 novembro 2018 - 11h21Por Da redação / G1

Internado desde o dia em que nasceu, o pequeno Luan Henrique dos Santos nunca saiu do hospital Guilherme Álvaro, em Santos, no litoral de São Paulo. Ele é portador de paralisia cerebral e, para viver com a família em casa, precisa de um aparelho de ventilação mecânica que custa em torno de R$ 35 mil. A família, que não tem condições de comprá-lo, já entrou com um pedido na Defensoria Pública, mas não sabe quando Luan poderá ir para casa pela primeira vez.

Luan nasceu de 33 semanas em um parto normal. Ele ficou entubado na UTI Neonatal por quatro meses. Depois, passou por uma traqueostomia e uma gastrotomia, para respirar e se alimentar por meio de aparelhos. “Ele nasceu com falta de oxigenação no cérebro, que evoluiu para uma paralisia cerebral. A paralisia descobrimos somente quando ele fez a tomografia, porque ele não ficou com os bracinhos ou perninhas tortas”, explica a mãe de Luan, Amanda Costa, de 19 anos.

O menino foi transferido para a UTI Pediátrica e, desde então, vive no Hospital Guilherme Álvaro, sob o cuidado de médicos e enfermeiras. Segundo Amanda, Luan já teve alta médica, mas não pode ir para casa porque necessita do aparelho para respirar. “Ele está bem, mas precisa porque não consegue respirar porque não tem força no músculo. Já fizemos exames e não mostrou nada, não sabemos porque ele é assim. Tem outro amiguinho dele, também com paralisia, mas que consegue respirar sozinho. O aparelho para o tamanho dele custa R$ 35 mil”, diz a mãe.

O pai William dos Santos trabalha de auxiliar de serviços gerais e ganha um salário mínimo. Enquanto isso, Amanda vive, de segunda a sexta-feira, no hospital junto com o filho. Aos fins de semana, William é quem cuida do menino. A renda mensal da família é utilizada para pagar as contas, e não é o bastante para a compra do aparelho de respiração que Luan precisa para viver.

A Secretaria disse ainda que o respirador mecânico Bipap não faz parte da lista de produtos definida pelo Ministério da Saúde para distribuição na rede pública. A diretoria do hospital está orientando a família sobre os cuidados com a criança.