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Bloco que celebra conquista do voto feminino batiza estandarte hoje

Festejar a conquista

24 FEV 2014
Da Redação
15h15min
Almerinda Farias Gama, votando.

Nesta segunda-feira, 24, acontece o batizado do estandarte do bloco “Põe na minha urna” que foi lançado há quatro anos por mulheres feministas para celebrar a conquista do voto feminino e para lembrar da necessidade do empoderamento das mulheres e por mais democracia na politica brasileira.

 

“O batizado representa o ponto principal da vida de um Bloco, e o “Põe na minha urna”, simboliza a defesa, valorização e conquista da mulher. É uma forma de reunir todos os amigos para brindar com alegria e folia o Carnaval", comentou Marcia Ledesma uma das idealizadoras do bloco.

 

Das 26 capitais, somente duas têm mulheres como prefeitas, embora as mulheres representem 51,7% dos eleitores brasileiros, a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9%, número semelhante aos 10% registrados no Senado. São Paulo, a maior cidade do País, possui os mesmos 9% de vereadoras na Câmara Municipal.

 

O batismo do estandarte será ás 19h, na Rua Antônio Corrêa, nº 767 - Jardim Monte Líbano e o bloco irá desfilar  no sábado dia 01 de março, no Cordão da Valu. A concentração será em frente ao Bar Zé Carioca, localizado na rua General Melo (entre a Rua 14 de Julho e Av Calógeras)

 

Histórico

 

No código eleitoral Provisório (Decreto 21076) de 24 de fevereiro de 1932 foi assegurado o voto feminino, após intensa campanha pelo direito das mulheres ao voto. Mesmo assim, a conquista não foi completa. O código permitia apenas que mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.

 

As restrições ao pleno exercício do voto feminino só foram eliminadas no Código Eleitoral de 1934. No entanto, o código não tornava obrigatório o voto feminino. Apenas o masculino. O voto feminino, sem restrições, só passou a ser obrigatório em 1946.

 

A primeira mulher a exercer o direito do voto no Brasil foi Celina Guimarães Viana beneficiada pela lei do Rio Grande do Sul e por intermédio do marido, isso aconteceu na cidade de Mossoró-RN.

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