A realidade que nos assombra hoje, é que os garotos tímidos e retraídos da seleção brasileira, educadas no “Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho! “ do célebre romance de Érico Verissímo, gaúcho como o técnico da seleção, perplexos viram a seleção alemã passear.
A pergunta que todos gostariam de ver respondidas é: Quem foi o responsável pelo desastre do time brasileiro? Fred? Felipão? O zagueiro colombiano Zuñiga que tirou o Neymar Jr. da Copa? Todos têm perguntas e todos os mais de 200 milhões de técnicos brasileiros têm a resposta.
Galvão Bueno e sua equipe de Bonecos de Olinda, nos brindaram com pérolas que basicamente afirmavam que Felipão deveria ter reforçado o meio campo, utilizando jogadores de contenção para evitar os avanços dos alemães...
Vamos dar uma olhadinha no retrospecto das seleções:
Alemanha 16 gols pró (antes do chocolate); Brasil 11 – Alemanha 4 gols contra; Brasil, 4.
Outra finalistas: Holanda, 15 gols pró e 4 contra; e Argentina com 13 gols pró e 3 contra - contando apenas com o talento de Messi e Di Maria.
Abençoado futebol brasileiro que nos ensina tanto de política, afinal quem confia em num futebol ou político que estão sempre na defesa? Se estão na defesa, não sabem fazer avançar senão em toques de lado, valorizando o grupo fechado... E o grupo fechado, no futebol, na política, ou nos negócios, só beneficia um único grupo por tempo determinado (talvez até a semifinal). No futebol cabe ao técnico escalar seu time; na administração privada, ao presidente, no jogo político, quem perde de goleada é a sociedade.
Assim, em todo o campo de trabalho ou conhecimento, a seleção nos ensinou que individualmente não significa que cada qual não tenha qualidades, mas sob um comando que lhes coloca viseiras, restrições, arreios e objeções, todos ficam limitados.
Especificamente no futebol, a derrota talvez venha a ser benéfica. A última grande seleção brasileira que vimos atuar foi a de 1982, sob o comando do mestre Telê Santana. Aliás, em votação de especialistas do esporte (não comentaristas; por gentileza, não confundam), as duas primeiras seleções no ranking são: Brasil 1970 e Brasil 1982. A primeira levou o caneco (roubado e derretido no Rio de Janeiro), a segunda, encantou o mundo sem levar a taça. A terceira? A seleção húngara de Puskas, vice-campeã de 1954, considerada a melhor equipe do torneio (a campeã? Adivinhe... Alemanha).

Há muito, o futebol brasileiro, por especial culpa dos dirigentes esportivos – e o engraçado nisso é o fato de que nenhum deles foi destaque como jogador de futebol, sequer jogou futebol, mas como os sindicalistas nunca foram bons trabalhadores –, exige pontuação no campeonato e demitem técnicos mais aprimorados que buscam a vitória. Esqueceram que vitória por 4 a 3 é vitória...
Preferem os ridículos times que consideram 0 a 0 no campo adversário como um grande resultado. Preferem os ridículos times que abrem o placar e têm por obrigação, recuar. Preferem poder escalar uma seleção com os melhores zagueiros do mundo, mas não conseguem escalar três atacantes. E pensar que o Jô Soares chegou a pedir ao Telê, em programa humorístico, que escalasse um ponta.
É como considerar o time do Corinthians, último campeão mundial brasileiro, como melhor do que aquele que tinha em seu elenco, Ricardinho, Fred Rincón, Vampeta, Marcelinho Carioca etc. O time de Tite ganhou sim, mas um campeonato sem brilho, sem futebol brasileiro, sem honrar as cores defendidas por Rivelino, Sócrates, Neto, e os citados acima e, antes, por Cláudio, Luizinho, Baltazar. E não vou citar mais. Um Palmeiras que não ganhou o campeonato mundial, mas nos brindava com Ademir da Guia, Leivinha... Enfim, ainda que perdure a rivalidade, queremo um bom futebol, sempre...
Perdemos não porque não temos grandes atletas do futebol, grande atacantes. Perdemos porque entronizamos a mesmice de um futebol técnico em busca de resultados, copiando o modo de jogar que já foi abandonado pelos europeus. Sequer temos o prazer de jogar um futebol bonito e irresponsável que motiva outras seleções como a atual seleção de Costa Rica e outras seleções africanas. Falando nisso, nossa única goleado foi sobre a seleção de Camarões, que está sob suspeita de resultados fabricados...
Cafu viveu situação constrangedora ao tentar apoiar jogadores após vexame. Presidente da CBF não queria 'gente estranha' no local, diz ex-lateral.
Nesta seleção que deve satisfações o obediências aos financiadores do esporte, sequer teriam lugar, se jogassem em em clubes brasileiros, Zito, Didi, Pelé, Garrincha, Gilmar, Beline, Mauro, Sócrates, Falcão, Zico, Gérson, Rivelino, Tostão. De Romário não vou falar, ele foi cortado por contusão dias antes de entrar em campo pelo seu time e "arrebentar"... Já era a nova era do esporte...
Nelson Rodrigues, Feola, Saldanha, Telê; de onde estiverem nos vendo, perdoa-nos, eles não sabem o que fazem.







