A ansiedade natural antes da prova deu início a uma série de erros que culminaram em desespero para centenas de candidatos que se prepararam para o concurso nacional da Polícia Rodoviária Federal. Na tarde deste domingo (25), cerca de 400 pessoas apenas receberam o cartão de respostas da prova objetiva para agente administrativo no bloco E do Colégio Dom Bosco.
Marcada para iniciar às 14h10, os candidatos se viram no desespero quando não chegaram as provas e não houve nenhuma explicação sobre o motivo para que não tenham sido entregues. Alguns do interior do estado esperaram a chegada dos malotes, outros foram embora decepcionados. De fato, as provas não foram distribuídas.
Três inspetores da PRF foram ao local para averiguar o problema. Um dos inspetores, José Ramão Mariano Filho, afirmou que um documento será redigido e encaminhado para o Departamento da Polícia Rodoviária Federal com sede em Brasília.
Decepção - Os candidatos que não fizeram a prova deverão acionar o Ministério Público Federal e exigirão uma nova prova diante da falta dos malotes no Colégio Dom Bosco. O valor da inscrição para o concurso da PRF foi de R$ 60,00, e o salário inicial bruto para os agentes administrativos é de R$ 2.043,17, podendo chegar a R$ 3.945,17.
Mais um com problema - Em fevereiro deste ano, o concurso da Secretaria de Estado da Fazenda também causou dor de cabeça aos candidatos. Com suspeitas de irregularidades, a prova foi cancelada e foi reaberto outro processo seletivo. O concurso para fiscais de renda e agentes tributários foi cancelado após a movimentação de concurseiros e denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) que apontaram diversas irregularidades, no entanto o governador André Puccinelli mostrava-se irredutível. O cancelamento efetivo só ocorreu pelo fato de um dos elaboradores das provas, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Leonardo Avelino Duarte, ter sua prima entre os inscritos.







