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Carta de socorro descoberta em brinquedo chinês ainda preocupa

Exploração

23 NOV 2013
Redação
13h37min
Foto: Reprodução/The Huffington Post

Há um ano, Julie Keith — uma norte-americana do Oregon — descobriu em um brinquedo fabricado na China uma carta de denúncia sobre as terríveis condições de trabalho no país. Redigido em inglês, o pedido de socorro pedia que quem quer que encontrasse o bilhete entrasse em contato com a Organização dos Direitos Humanos.

Na carta, a pessoa conta que os funcionários trabalham 15 horas por dia, sete dias por semana, sem ter qualquer direito a folgas, finais de semana ou feriados. Em troca, os trabalhadores recebem um salário de aproximadamente US$ 2 mensais (cerca de R$ 4,70), além de sofrerem torturas, privação de sono e espancamentos por parte dos guardas da fábrica.

Segundo a carta, muitos dos que estão ali são perseguidos pelo CCPG — o partido comunista do governo chinês —, e são sentenciados a passar em média entre 1 e 3 anos nesses campos de trabalho como forma de punição por não concordarem com o regime do partido. Contudo, as condenações são feitas sem que haja qualquer tipo de julgamento formal, e o autor conta ainda que a maioria é inocente.

Autor - Identificado apenas pelo sobrenome Zhang, trata-se de um ex-condenado de 47 anos que passou dois anos no campo de trabalho de Masanjia, em Shenyang. Durante esse tempo, Zhang escreveu 20 pedidos de socorro diferentes, que foram escondidos em brinquedos que ele esperava que seriam vendidos nos EUA. Julie Keith eventualmente encontrou um desses pedidos e — comovida e alarmada — entrou em contato com as autoridades e a imprensa de seu país.

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