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CEAM é uma referência de atendimento para as mulheres vítimas da violência doméstica

No CEAM, psicólogas e assistentes sociais capacitadas estão preparadas para receber a mulher e dar informação necessária para que saiam da condição de vítimas de violência doméstica

26 DEZ 2016
Vinícius Squinelo
15h59min
Foto: Divulgação

Mulheres vítimas da violência doméstica ou qualquer outra agressão por causa do gênero podem recorrer ao atendimento do Centro de Atendimento Psicológico para Mulheres (CEAM), do Governo do Estado. A subsecretária de Políticas para Mulheres do Estado, Luciana Azambuja, alerta que – mesmo com o recesso da Casa da Mulher Brasileira – o atendimento às vítimas está garantido no CEAM.

“Nosso atendimento é especializado e humanizado. No centro não atendemos apenas mulheres vítimas da violência doméstica, atendemos crimes sexuais, assedio sexual e moral, femicídio íntimo ou morte violenta em razão do gênero, também atendemos vitimas de trafico de mulheres e todos os crimes relacionados”, explicou Luciana.

No CEAM, psicólogas e assistentes sociais capacitadas estão preparadas para receber a mulher e dar informação necessária para que saiam da condição de vítimas de violência doméstica. No centro também existe acompanhamento psicológico com terapias continuada que o Governo do Estado oferece. “Muita gente não procura esse atendimento por falta de esclarecimento, mas queremos divulgar que isso está à disposição para essa mulher e que isso vai fazer diferença no tratamento da vítima”, explicou.

Através dessa consulta, que é sigilosa, a mulher se restabelece, resgata sua autoestima e volta a viver. “Já ouvimos relatos de quem tem alta e que aprenderam a viver e dar valor a suas vidas”.

Números da violência

De janeiro até outubro, 221 mulheres foram entrevistadas no CEAM. As vítimas consolidaram um levantamento que mostrou que a maioria é brancas e pardas, entre 26 e 45 anos de idade. Neste período, quatro adolescentes e quatro idosas também foram atendidas.  “Infelizmente a violência não tem preconceito social ou idade, porque é um conceito de gênero, patriarcal e machista que esta arraigada na sociedade”, ponderou Luciana Azambuja .

A pesquisa realizada pelo subsecretaria de Políticas para Mulheres deu condições de trabalhar em ações mais focadas da pasta. Segundo dados, na maioria dos casos as mulheres têm filhos com o agressor. Isso faz com que essa mulher permita por mais tempo a violência por causa da família e da “segurança” que esse homem proporciona. “Porém ela não vê que isso prejudica na formação dessas crianças que, com certeza, sofrerão traumas que levarão para suas vidas adultas”.

Esclarecidas

Um dos crimes mais comuns contra a mulher em Mato Grosso do Sul é o de ameaça e injúria. As ocorrências estão cada vez mais sendo registradas pelas vítimas e isso demonstra que as mulheres estão mais conscientes dos seus direitos. Além das vítimas, o CEAM também atende familiares que precisam de apoio psicológico no Núcleo de Atendimento ao Feminicídio (Nafem).

Serviço

O CEAM atende segunda a sexta, de 7:30 às 17:30, Pedro Celestino, 437, centro ou pelo número de telefone  0800671236.

No local há também um espaço lúdico, coordenado por pedagoga, para que as mulheres possam ser atendidas e seus filhos acolhidos. “As mulheres estão exercendo seus direitos pelo conhecimento e pelo acolhimento que tem sendo realizado nas delegacias. De janeiro a dezembro, na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) foram 6,5 mil em Campo Grande. É muito, mas mostra que as mulheres não estão mais aceitando essa condição silenciosamente”, concluiu Luciana

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