A previsão de chuva amedronta ainda mais os moradores da maior favela de Campo Grande, localizada na Cidade de Deus. O fato é que além de viver em barracos e em condições precárias, o vento e a chuva castigam ainda mais essas 450 famílias que se encontram em clima de expectativa de um futuro melhor.
Uma das líderes comunitárias e dona de casa, Mariana Gonçalves de 21 anos, que vive no local há quase dois anos, contou que mora com o marido e quatro filhas, com idades de 2, 5, 4, e 6 anos. “O sentimento é de expectativa, estamos torcendo por um futuro melhor. Ontem (23), meu barraco destelhou tudo.Caiu as telhas por causa da chuva e ficamos desesperados”.
A sorte é que a necessidade acaba unindo as pessoas e o sentimento de solidariedade é aflorado. “Se não fosse a ajuda dos outros, não sei o que seria da minha família. Os vizinhos se juntaram, muitos deram telhas e foi o que está segurando a situação, no momento”, conta. Enquanto muitos lutam diariamente para sobreviver nesta comunidade, a Prefeitura Municipal de Campo Grande está estudando uma estratégia para resolver o impasse.

Nesta segunda-feira (24), Mariana foi informada pelas autoridades, que hoje teria uma reunião entre a Energisa, a Câmara Municipal e a Prefeitura. A promessa é que após algumas definições, eles entrarão em contato para agendar um encontro entre os representantes da Cidade de Deus para estabelecer novos rumos. A previsão é que esta reunião aconteça no período da manhã desta terça-feira (25), mas ainda falta confirmação.







