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Chuvas de verão voltam a castigar hortas e preços sobem 20%

Hortifrútis

16 JAN 2014
Carlos Guessy
15h00min
Horta Hortifrúti Três Palmeiras, no bairro Itatiaia, região Leste de Campo Grande já sente os efeitos das decorrentes chuvas. Foto: Geovanni Gomes

As nuvens das chuvas de verão que persistem nos últimos dias têm causado preocupação para os produtores de hortifrútis da Capital. A preocupação é com a elevação do preço pago pelos consumidores na hora de fazer a famosa 'feirinha'.  

A caixa de alface chegou na manhã de hoje (16), ao pico de R$ 25 no preço de venda à atacado, na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa), uma alta de 20% só durante o fim de semana passado.

Desde o início de janeiro a folhagem soma um aumento de 36%, e o tomate, outro produto que mais reflete de imediato ao clima da estação, típico do verão, ficou 37% mais caro.

 

Segundo o coordenador da Ceasa, Cristiano Chaves, os preços só não são maiores, graças à produção vinda de São Paulo para manter a demanda do Estado. "Esse preço poderia estar maior do que está hoje. Dependemos da produção de fora para o abastecimento, se não damos conta", afirmou o coordenador.

Já para o produtor Rodrigo Teles, dono da horta Hortifrúti Três Palmeiras, no bairro Itatiaia, região Leste de Campo Grande, as chuvas dos últimos dias já atrapalha a sua produção. Rodrigo afirma que há 12 anos trabalha com hortaliças e o início de 2014 está chovendo além do previsto pela meteorologia.

"Eu tenho oito mil metros quadrados de plantação de todos os gêneros. Está chovendo além da média, principalmente nessa região do Bandeira, onde é a horta. A minha sorte é que a rotatividade é grande, eu planto conforme a estação. O meu milharal está dando em abundância, mas os alfaces não muito".



Rodrigo falou sobre as constantes pancadas de chuvas, "Se continuar chovendo desse jeito vou começar a ter prejuízos e vai encarecer a minha produção, consequentemente, vou ter que repassar aos poucos o preço final ao consumidor", disse o produtor.

 

Alta

Uma caixa com 18 pés de alface saltou de R$10 para R$24 em um curto tempo de espaço, segundo Rodrigo, com isso, o preço de revenda para seus clientes praticamente dobrou de R$ 1 para R$ 2, cada pé de alface liso.

Surpresa

Verão é sinônimo de chuvas, pelo menos para alguns campo-grandenses.  Rodrigo afirma que o clima conseguiu pegar todos de surpresa "É normal chover nessa época, pois é verão, mas está chovendo muito. Se eu planto 1000 pés de alface eu vou colher 400 pés, o prejuízo é grande. Por isso planto outras culturas para balancear. Não posso reclamar, se Deus está mandando água, vamos respeitar", concluiu o produtor.

Outras Culturas

Além das folhagens em geral, o tomate e a cebola podem inflacionar os preços com tanta chuva ainda por vir. O consumidor pode preparar o bolso para o aumento desses produtos. O preço do chuchu, em alta desde dezembro e que só no último fim de semana teve um aumento de 33 %, chegando a R$ 3 no atacado. A cebola acumulou alta de 36%.

Também tiveram alta no último fim de semana, a vagem, 16%, chegando a R$ 4,67, o pimentão verde e a batata-doce 14%, R$ 3,33 e R$ 3,20, preço final ao consumidor.

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